Esta página apresenta as principais matérias publicadas pela imprensa sobre o Parque Farroupilha, sobre eventos ou acontecimentos ocorridos no parque ou sobre pessoas que lá estiveram.
Na primeira página estão sempre as matérias mais recentes (últimos 30 dias) e o índice de todas as matérias existentes.Para acessá-las basta clicar no título da notícia escolhida. As matérias estão catalogadas em ordem cronológica.
A idéia é a de termos nesta página a história contemporânea da Redenção, permanentemente à disposição para consultas ou simples recordações.
Obs.1: Todas as matérias são transcritas exatamente como constaram no veículo em que foram divulgadas. Tanto as informações como a correção ortográfica são responsabilidade do autor e do órgão de imprensa. Mesmo quando constatado que o texto contém erros gramaticais evidentes, não são efetuadas correções, mantendo-se sempre o original como foi veiculado.
Obs.2: Em período pré-eleitoral é comum a presença de candidatos aos domingos no Brique da Redenção e estes fatos normalmente são relatados pela imprensa no dia seguinte. Para evitar que esta página se torne muito repetitiva, ou se transforme em palanque eleitoral, não são reproduzidos quaisquer eventos político-partidários ocorridos no parque, mesmo que noticiados na imprensa.

Parada pelos direitos dos gays
A 12ª edição da Parada Livre Porto Alegre, alusiva ao Dia Internacional do Orgulho Gay, agitou a tarde de ontem no Parque da Redenção. Marcado pelo colorido das bandeiras e irreverência dos participantes, o ato reivindica o respeito à diversidade de gêneros e o reconhecimento dos direitos da população LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros). Neste ano, a parada, que se iniciou às 17h30min com a 2ª Marcha Lésbica, teve público entre 20 mil, conforme a EPTC, e 25 mil, segundo a Brigada Militar.
A concentração começou ao meio-dia. A chuva ameaçou atrapalhar, mas a nebulosidade deu lugar ao sol e ao calor. Às 15h, sob o comando das apresentadoras Glória Cristal, Laurita Leão e Dandara Rangel, começaram os shows no palco montado perto do estacionamento do parque. Um grande público dançou e vibrou com as performances.

O coordenador do Grupo Nuances, Célio Golin, ressaltou o crescimento do evento ao longo de mais de uma década. 'Em 1997, éramos 150 pessoas. A visibilidade ajudou na conquista de direitos. Hoje o debate é mais politizado. Antes, era mais sob o olhar da medicina e do exótico.' A presidente do Conselho Municipal dos Direitos Humanos, Marcelly Malta, considerou que a luta de LGBTTs sofre retrocessos: 'Não vimos a Lei da Homofobia ser implantada. Estamos incluídas na Lei Maria da Penha, com as mulheres, mas isso não é divulgado e tampouco respeitado'.

Alegria em uma só festa
A sexualidade não precisou ser disfarçada na tarde de ontem, na Capital. Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e simpatizantes festejaram a 12ª Parada Livre da diversidade sexual na Redenção. Após três anos sendo celebrado em dois dias diferentes por divergências sobre a organização, o evento voltou a reunir todos os apoiadores da causa.
Pais, mães, crianças, idosos, casais, representantes de ONGs, Madonnas, Carmens Mirandas, Rosanas e até versões de Xuxa e Chapeuzinho Vermelho apareceram para celebrar a liberdade do amor. Ao longo do desfile com bandeiraço, dança, performances, música e muita cor e brilho nos carros de som – que passou pelas avenidas Setembrina, Osvaldo Aranha, José Bonifácio, João Pessoa e retornou à Redenção no começo da noite –, a Parada Livre não teve idade nem sexo. A única diferenciação entre homens e mulheres estava pregada na porta dos banheiros químicos. E só lá.
– Aqui a gente pode ser o que quiser – definiu a manicure Jussandra Souza, 40 anos, abraçada à mulher, a motorista Rejane Serdeira, 39 anos.
Na marcha pela liberdade sexual – que desde 2005 ocorria em duas datas no mês por causa de desavenças internas entre os três principais grupos organizadores, Nuances, Somos e Igualdade – chamava a atenção a quantidade de famílias com filhos.
– Viemos para dar apoio à liberdade, ao direito ao respeito, ao amor – declarou o segurança Lúcio Mauro Souza Demaceno, 34 anos, que foi com a mulher, Carla Helena Spezia.
Responsável pela segurança de um salão de beleza onde trabalham gays, ele também levou os filhos para se conscientizarem desde cedo do que ele considera o mais importante ensinamento que um pai pode dar.
– Sentimento é sentimento, e não tem sexo. Quero que meus filhos cresçam sabendo e respeitando isso – disse a recepcionista Carla Helena.
Pertencentes a uma geração em que a liberdade de expressão era muito mais policiada do que nos dias de hoje, idosos também engrossavam a platéia.
– Amor é amor, e ponto final. Deixem que as pessoas sejam simplesmente felizes – diz a aposentada Jurema Barros, 72 anos.

Comemoração animal
Os moradores do Minizôo Palmira Gobbi Dias, na Redenção, em Porto Alegre, ganharam ontem Parabéns a Você, bolo e uma festa completa em comemoração aos 24 anos do nome atual.
Quem comandou a folia foram os próprios convidados. Sessenta alunos das escolas estaduais Rio de Janeiro, Leopolda Barnewitz e Olintho de Oliveira confeccionaram três bolos, que foram servidos a macacos-prego, araras-vermelhas e jabutis.
– O objetivo é sensibilizar a população a não dar comidas como pipoca e algodão-doce aos animais, porque podem ocasionar doenças – explica o biólogo Heleno Cabral Quintana, 56 anos, que coordenou a atividade.
A conscientização começou na semana passada, com palestras nos colégios sobre a importância dos animais e da conservação do minizôo.
Ontem foi a vez de testar a criatividade da gurizada. Cinco alunos de cada escola foram escolhidos para preparar os bolos com ingredientes que fazem parte da dieta dos bichos, como milho, cenoura, laranja e beterraba.
– A gente sempre trabalha a preservação da natureza em sala de aula. Nada melhor do que eles vivenciarem tudo o que aprenderam – destaca a professora da Escola Rio de Janeiro, Isabel Corrêa, 47 anos.
Depois de colocarem a mão na massa, os alunos entenderam o recado.
– Foi legal. Sei que não é bom para a saúde deles comer qualquer coisa – destaca o estudante da quarta série, Juliano Rangel da Silva, dez anos.
Empolgada, Camila Foppa Roque, 10 anos, não economizou adjetivos para definir a tarefa.
– Achei legal, divertido, criativo e diferente. Para eles é bom também. Se comerem outras coisas, podem ter dor de barriga – afirma.
mariana.mondini@diariogaucho.com.br
MARIANA MONDINI
O local
> O minizôo foi criado em 1925, mas somente em 10 de novembro de 1984 recebeu o nome de Palmira Gobbi Dias, em homenagem a uma das mais conhecidas defensoras dos animais em Porto Alegre.
> Em 1988, os viveiros foram relocados para o interior do parque
> O público pode visitá-lo de terças a domingos, das 8h30min às 11h45min e das 13h30min às 16h45min
Hoje, o minizôo tem uma área de 2,8 mil m² e abriga 90 animais de 24 espécies, entre aves, mamíferos e répteis, provenientes de doações de particulares ou de apreensões de tráfego e comércio ilegal realizadas por órgãos oficiais

ANIVERSÁRIO DIFERENTE
MARIANA MONDINI
Alunos de escolas próximas à Redenção entregaram aos bichinhos um doce composto por alimentos consumidos diariamente pelos espécimes.
Bolo e Parabéns a Você para um aniversariante animal. Na manhã de ontem, os habitantes do Minizôo Palmira Gobbi Dias, na Redenção, ganharam uma festa para os 24 anos do nome do espaço.
E quem comandou a folia foram os convidados. Sessenta alunos das escolas estaduais Rio de Janeiro, Leopolda Barnewitz e Olintho de Oliveira fizeram três bolos, que foram servidos a macacos-prego, araras-vermelhas e jabutis.
– O objetivo é sensibilizar a população a não dar comidas como pipoca e algodão-doce aos animais, porque podem ocasionar doenças – explica o técnico do minizôo, o biólogo Heleno Cabral Quintana, 56 anos.
- Aprendizado na prática
A conscientização começou na semana passada, com palestras sobre a importância dos animais e da conservação do zôo.
Ontem, foi a vez de testar a criatividade da gurizada. Quinze alunos prepararam os bolos com ingredientes da dieta dos bichos, como milho, cenoura e laranja.
– A gente sempre trabalha a preservação da natureza. Nada melhor do que eles vivenciarem tudo o que aprenderam – destaca a professora Isabel Corrêa, 47 anos.
mariana.mondini@diariogaucho.com.br

Minizôo recebe parabéns
A comemoração dos 24 anos do Minizoológico Palmira Gobbi Dias, na Redenção, reuniu ontem alunos de escolas estaduais. As crianças participaram da atividade 'Fazendo Bolo pra Bicho'. Com frutas e verduras, elas confeccionaram bolos para macacos, jabutis e araras vermelhas que vivem no espaço. A iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) busca a conscientização dos freqüentadores para que não alimentem os bichos com pipoca, algodão-doce, salgadinhos e chicletes, pois prejudicam a saúde dos animais.
Participaram estudantes de turmas de 4ª série das escolas Olintho de Oliveira, Rio de Janeiro e Leopolda Barnewitz. Antes da atividade, os estudantes assistiram à palestra de educação ambiental sobre o espaço e a importância de respeitar a alimentação dos animais. 'Eles têm uma dieta balanceada. Infelizmente, os visitantes dão comida com freqüência, o que é difícil de administrar', destacou o biólogo Heleno Quintana, um dos responsáveis técnicos do minizôo. Atualmente, vivem cerca de 90 animais de 24 espécies no espaço. Uma média de 4 mil pessoas freqüentam o local aos finais de semana.

Crianças preparam bolo para animais do Minizôo da Redenção
No dia em que o Minizôo Palmira Gobbi Dias, localizado no Parque Farroupilha (Redenção), comemora 24 anos, cerca de 60 crianças entregaram bolos aos animais. Os alunos da 4ª série das escolas estaduais Olintho de Oliveira, Rio de Janeiro e Leopolda Barnewitz utilizaram como ingredientes os alimentos fornecidos aos animais diariamente, como frutas, grãos, milho e flores. Os alimentos foram servidos aos macacos, jabutis e araras vermelhas do minizôo, após o tradicional Parabéns a Você.
“A alimentação dos animais é diferente da nossa. Por isso, essa atividade busca sensibilizar as pessoas para que não alimentem os animais do zôo com comidas como pipoca e algodão-doce, prejudiciais aos bichos”, destacou o coordenador da atividade, biólogo Heleno Quintana. “Eles podem adoecer e até mesmo morrer ao ingerirem alimentação inadequada”
Minizôo - O minizôo foi criado em 1925 e teve como primeiros moradores aves aquáticas como gansos, patos e marrecos. Em 1927 foram construídas as gaiolas para proteger os animais. Em 10 de novembro de 1984, para homenagear uma das mais conhecidas defensoras dos animais da cidade, recebeu o nome de Palmira Gobbi Dias.
Em 1988, os viveiros foram relocados para o interior do parque, com o intuito de não expor os animais ao ruído e à poluição atmosférica causada pelo tráfego intenso do entorno.
O local ocupa área de 2.800 m² e abriga aves, mamíferos e répteis, num total de 107 animais de 24 espécies, provenientes de doações de particulares ou de apreensões de tráfego e comércio ilegal realizadas pelos órgãos oficiais (Ibama e Batalhão Ambiental). No Minizôo, pode-se observar araras, ratões-do-banhado, jabutis, micos-prego, marrecas, pavões, faisões, caracarás, gaviões, socós, papagaios, caturritas, jandaias, maitacas, chimangos, tachãs, saracuras e urubus.
O espaço é adotado pela empresa Vivo desde 2005. O adotante já publicou duas edições da Cartilha Conhecendo o Minizôo, além da versão em braile.

Informe Especial - Bom dia, Heleno Cabral Quintana
O Minizôo Palmira Gobbi Dias, na Redenção, completa hoje 24 anos. Funcionando desde 1927 – mas desde 1984 com o nome atual, em homenagem a uma das maiores defensoras dos bichos –, o minizôo recebe aproximadamente 4 mil visitantes nos finais de semana. É sobre esta comemoração que o Informe Especial conversou com o biólogo Heleno Cabral Quintana, técnico responsável pelo minizôo.
IE – A festa será dos bichos e das crianças?
Heleno – Sim. Para marcar a data, reunimos alunos de 3ª e 4ª séries de três escolas de Porto Alegre que vão fazer um bolo para ser servido aos macacos, jabutis e araras-vermelhas. O bolo utilizará como ingredientes os alimentos fornecidos aos animais. Nossa idéia é conscientizar as crianças da importância de não dar aos animais comidas como pipoca, chocolate e algodão-doce, prejudiciais aos bichos, que podem até adoecer.

Atletismo será atração no Ramiro Souto sábado
Acontece sábado, 8, a partir das 8h, a oitava edição do Troféu Rubem Oliveira de atletismo estudantil no Parque Ramiro Souto (Avenida Osvaldo Aranha, 969) – Bom Fim.
A competição é dividida nas categorias pré-mirim, mirim e infantil e as inscrições são abertas a escolas públicas e particulares e unidades da Secretaria de Esportes, Recreação e Lazer (SME).
Esse evento conta com o apoio da Associação de Veteranos Gaúchos de Atletismo (Avega), Associação Brasileira de Atletismo Máster (Abram) e do Colégio Militar.
Esse ano, o professor homenageado da competição é João Paulo Rodrigues Martins, o Joca, já falecido e que trabalhava com deficientes visuais e na Avega. Mais informações podem ser obtidas pelo fone 3114-4877 ou com o professor Jaime, ou na secretaria do parque Ramiro Souto.

Há 30 anos em ZH
A notícia abaixo foi publicada na edição de quarta-feira, 1º de novembro de 1978.
- A instalação de uma casa de chope no Parque Farroupilha, sugerida pelo secretário do Meio Ambiente, Roberto Eduardo Xavier, será debatida pela imprensa, segundo afirmou o prefeito Guilherme Socias Villela. O prefeito garantiu que ainda não há uma orientação oficial para a questão e espera que, por meio dos veículos de comunicação, possa haver uma discussão pública que mostre a vontade da população.

Smam quer bar na Redenção
A notícia abaixo foi publicada na edição de terça-feira, 31 de outubro de 1978.
Com a alegação de que o Parque Farroupilha é freqüentado somente durante o dia e poderia receber visitantes também pela noite, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) pretende instalar uma casa de chope no local. A idéia, do secretário Roberto Eduardo Xavier, será encaminhada ao prefeito Guilherme Socias Villela.

Documentos perdidos em parques aguardam donos
Com a circulação de milhares de pessoas, sobretudo aos finais de semana, a perda de documentos e objetos é comum em dois dos principais parques de Porto Alegre. Tanto no Moinhos de Vento quanto na Redenção, os itens encontrados pelos funcionários durante o trabalho de limpeza ou pelos próprios usuários são levados aos prédios das administrações. Mas muitos freqüentadores desconhecem que esses locais abrigam os objetos achados e não retornam para resgatar seus pertences.
No Parcão, carteiras de identidade e até uma carteira de trabalho aguardam pelos donos para devolução. A maioria dos itens é formada por documentos e chaves, que se acumulam. 'Já encontrei até as chaves de um carro, mas o proprietário veio buscá-las no mesmo dia', conta o capataz-geral do parque, Luiz Antonio Fraga. Embora não exista um serviço específico de achados e perdidos, o material é guardado em uma sala da administração.
Além dos casos de perda, grande parte do material é abandonada nos parques por assaltantes que ficam só com o dinheiro e o celular das vítimas e descartam documentos e outros pertences. Passado um período, os documentos de identificação são encaminhados aos Correios.

Acessibilidade - Degraus que excluem na Redenção
Para testar como é o passeio dos cadeirantes na Redenção, o ZH Bom Fim convidou Olívia Machado, 44 anos, para passar uma manhã no parque em setembro. Acompanhada pela amiga Joanete Zanandrea, com a qual atua na Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes do Rio Grande do Sul, ela percorreu os recantos de um dos maiores parques da cidade.
Em geral, não teve problemas, mas esbarrou em degraus que a impediram de freqüentar certos recantos, como o da Fonte Francesa, e de entrar sozinha no banheiro, que é adaptado em seu interior, mas não tem rampa na entrada. Confira o relato de Olívia e os obstáculos que encontrou:
- Texto enviado pela leitora Olívia Machado, 44 anos
“A Redenção para mim é um dos lugares de Porto Alegre que acho mais bonitos. Apesar disso, ainda tem algumas barreiras para nós, portadores de deficiência.
Eu tive pólio na infância, que atingiu meu lado esquerdo (perna e braço). Por causa disso, me locomovo com cadeira de rodas. Minha dificuldade é ainda maior quando não encontro rampas de acesso.
Na Redenção, tem alguns degraus que me impossibilitam de ir sozinha, preciso ser acompanhada de uma pessoa para me ajudar nessas horas. Com a cadeira motorizada é mais fácil, mas, mesmo assim, preciso de ajuda para empinar a cadeira quando há algum degrau no caminho. Se tudo estivesse adaptado, os cadeirantes como eu teriam mais liberdade e independência.
O banheiros públicos, por exemplo. De nada adianta serem adaptados, se, quando precisamos deles, nos deparamos com degraus no meio do caminho. O que mais me deixa indignada é que a liberdade de ir e vir tem de ser garantida por meio de leis que, mesmo assim, não são cumpridas. Afinal, somos seres humanos antes de sermos deficientes físicos.”
O que Olívia encontrou
A – Banheiro
O banheiro do Parque Farroupilha está adaptado, internamente, para receber cadeirantes. O problema está do lado de fora. Para ter acesso, o cadeirante precisa de ajuda para passar por um degrau, situado logo no começo da rampa.
B – Fonte Francesa
Olívia não conseguiu chegar até o centro do chafariz por causa das minipontes que passam por cima do curso d´água, feitas em blocos que travam as rodas da cadeira. O ideal seriam pontes planas.
C – Recanto Europeu
O recanto é composto por algumas peças históricas, nem todas são acessíveis aos cadeirantes. Olívia não pôde subir em uma delas por causa de alguns degraus. Não há rampas. Mas a maior parte do recanto é plana, de fácil mobilidade.
D – Recanto da Ilha
Uma escadaria com oito degraus impede que os cadeirantes tenham acesso ao mirante. Não há rampas por perto nem qualquer outra alternativa para se chegar ao local.
E – Cafeteria
Olívia não parou para tomar um café, mas poderia fazer isso tranqüilamente. A cafeteria tem uma área externa acessível aos cadeirantes.
F – Estacionamento
Segundo a EPTC, há duas vagas para deficientes reservadas no Largo Prof.Francisco de Paula Brochado da Rocha, mas ZH verificou que não há indicação dos locais. Outra alternativa é a Área Azul do Largo Dr. José Faibes Lubianca (G). Para serem isentos, os cadeirantes devem ter cadastro na Seacis. Informações: 3289-1141. O limite de duas horas deve ser respeitado.
Trilhas e caminhos
Transitar pelo parque não foi problema. Há trechos calçados, e as trilhas costumam ser bem planas. Em alguns pontos, há buracos ou declives que dificultam o passeio.
Contrapontos
O que diz o secretário de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis), Tarcízio Cardoso
Gradativamente, encaminhamos projetos para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para melhorar as condições de acessibilidade de áreas públicas. A vez do Parque Farroupilha ainda não chegou, mas está na lista para receber benefícios.
O que diz o supervisor de praças, parques e arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam), Luiz Alberto Carvalho Junior
Mudanças para melhorar a acessibilidade em áreas públicas são sempre contempladas em novos projetos. Neste ano, o parque passa pela reforma do Chafariz de Ferro, mas, em 2009, outras melhorias serão feitas. Sempre que uma estrutura for alterada, a questão da acessibilidade será contemplada. Sobre o acesso ao banheiro, uma análise deverá ser feita no local para verificar o problema.

Minha Turma
Na manhã de 25 de setembro, alunos do Colégio Militar participaram do projeto Lugar e Ambiente, na Redenção. O parque foi dividido em 35 partes, e cada uma foi limpa por um grupo. O lixo coletado foi classificado, e os resultados, informados à direção do parque. Foram recolhidos 52.483 objetos.

Instituto de Educação - Nova cara ao IE
Os primeiros pilares de concreto que sustentarão o cercamento do Instituto de Educação General Flores da Cunha já estão em pé. Anunciada em agosto, a obra deve ser concluída em dezembro, mas pode receber alterações. A direção da escola aguarda do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc) uma avaliação sobre o pedido de revisão do projeto. A idéia é avançar a grade para além dos três metros de distância da escadaria principal, em direção à Osvaldo Aranha, e nos fundos da escola, garantindo um espaço maior para os alunos.
Com o cercamento pronto, deverão ser instaladas mais câmeras na área externa. A partir de uma parceria com o Unibanco, a escola receberá, em três anos, R$ 708 mil. Oito novas câmeras e a pintura do corredor do térreo são frutos da primeira parcela da verba. Nos próximos dias, três salas reformadas devem ser devolvidas aos alunos e professores, sem mofo e infiltrações.

Instituto de Educação ganha nova cara
MARCELA DONINI
Após 139 anos mantendo a arquitetura original, a rotina de depredações, pichações, furtos e roubos está obrigando o Instituto de Educação General Flores da Cunha, na Capital, a mudar de cara. Os primeiros pilares de concreto para sustentar o cercamento que vai alterar a fachada do tradicional colégio do bairro Farroupilha já estão em pé.
Anunciada com comemoração por parte da comunidade escolar em agosto, a obra pode receber alterações na posição da cerca. A direção da escola aguarda do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc) uma avaliação sobre seu pedido para revisar o projeto. A idéia é avançar a grade para além dos três metros de distância da escadaria principal, em direção à Avenida Osvaldo Aranha, e nos fundos da escola, garantindo um espaço interno maior para os alunos.
– Aceitamos o projeto como veio para não atrasar a obra. Mas gostaríamos de aproveitar essa área que ficará fora e não será usada nem por estudantes nem por usuários do parque – justifica o diretor-geral do colégio, Paulo Sartori.
Com prazo inicial de 90 dias para conclusão, a obra deve ser finalizada em dezembro, estima Sartori. Ele explica que a grade faz parte do rol de medidas de combate à violência que tornou o colégio alvo fácil para ladrões e pichadores nos últimos anos. Assim que acabar o cercamento, deverão ser instaladas novas câmeras que reforçarão o monitoramento da área externa. No ritmo por mais segurança, o colégio transferiu cinco das oito câmeras da rua para dentro do prédio e conta com oito novos equipamentos para a vigilância de corredores.
Outras melhorias dão conta da nova cara do colégio. A partir de uma parceria com o Unibanco, a direção da escola receberá, em três anos, R$ 708 mil. As novas câmeras e a recente pintura do corredor do térreo são frutos da primeira parcela da verba, entregue no final de agosto. Nos próximos dias, três salas reformadas devem ser devolvidas aos alunos e professores, agora sem mofo e infiltrações. Com as parcelas seguintes, o diretor planeja pintar o segundo andar, além de substituir computadores que já têm mais de oito anos.
marcela.donini@zerohora.com.br
De olho nos pichadores
Localizadas nos cantos próximos às escadas internas, as câmeras que estavam na rua estão agora de olho nos pichadores dos corredores do Instituto de Educação. Com ajuda dos equipamentos e de alunos, 11 estudantes que marcaram com spray as paredes internas do colégio já cumprem atividades do projeto socioeducativo.
Além disso, desde agosto, alunos recebem uma bolsa para cumprir a tarefa por algumas horas no turno inverso às aulas. Em janeiro, quando se aposentou o último responsável pela portaria, o local ficou desocupado. Agora, o dinheiro da parceria com o Unibanco também garante o serviço de monitores na portaria.
Segundo o diretor-geral do colégio, Paulo Sartori, a Secretaria da Educação recomenda, enquanto analisa a questão, que se desvie um funcionário, o que já é feito. Ainda assim, em função das licenças, a escola tem de deslocar outros empregados ou mesmo deixar a portaria vazia.

Parques têm caixas-isca para abelhas
Na tentativa de evitar a multiplicação de enxames de abelhas por Porto Alegre, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) realiza atividades de prevenção.
Os trabalhos foram iniciados com a colocação de 50 caixas-isca nos parques da cidade. Segundo o biólogo Rodrigo da Cunha, os trabalhos preventivos vêm sendo realizados desde o início da primavera, para evitar a formação de novos enxames.
Cunha salienta que as iscas estão sinalizadas e devem ser respeitadas. A operação teve início na Redenção e no Parque Marinha do Brasil.
Ataque em 2007
> No fim de 2007 foram registrados vários ataques de abelhas na Capital. O mais inusitado aconteceu em 21 de novembro, quando um cavalo preso a uma árvore, na Redenção, foi atacado e morreu, como noticiado em ZH do dia seguinte.

A Irmandade do Divino
Há 187 anos, em 7 de outubro de 1821, fundava-se em Porto Alegre a Irmandade do Divino Espírito Santo, mantenedora da Igreja do Divino, que desde 1932 está na esquina das avenidas José Bonifácio e Osvaldo Aranha. Antes, a chamada Capela do Divino tinha como endereço a esquina da Duque com a Rua Espírito Santo, que deve o nome a esse templo. A denominação foi adotada em 1856. Antes, a ruela que descia a íngreme ladeira ao lado da matriz em direção ao Sul, era conhecida indistintamente ou como Beco do Império ou como Beco do Cemitério.
Os festejos alusivos ao Divino Espírito Santo estão entre as mais antigas tradições portoalegrenses, provavelmente tão antigas quanto a própria cidade. A primeira capela foi erguida ainda no século 18, provavelmente em 1772.
Ela foi demolida em 1882 e reconstruída entre 1882 e 1884. Este prédio, que custou 34 contos de réis, seria, por sua vez, posto abaixo em 1929, para dar lugar à construção da nova Catedral Metropolitana.
Por ato de dom Dadeus Grings, arcebispo metropolitano, a capela foi recentemente elevada à categoria de igreja.
Colaboração de Dirceu Tubino Saboia, de Porto Alegre

Uma canção para Porto Alegre
Elmar Bones
Jaime Lubianca não esquece aquele dia. Era inverno, escuro ainda, quando o som do telefone o fez saltar da cama. Um primo, companheiro de boemia, gritava do outro lado. "O Silvio Caldas vai gravar tua música, vai gravar.,.".
Silvio Caldas era uma celebridade, o Roberto Carlos da década de 1940. Lubianca se irritou. "Estás de porre! Ligando a uma hora dessas com bobagem!". Mas não era um trote.
Silvio Caldas estava mesmo em Porto Alegre e, numa roda de boêmios no Bar João, no Bom Fim, ouvira a musica "Porto dos Casais" que Lubianca havia composto para cantar nas serenatas com os companheiros. "Um amigo nosso, o Pato, cantou para ele, e ele se apaixonou".
O grande cantor queria encontrar Lubianca ainda naquela manhã, pois tinha um show a noite em comemoração ao aniversário da Radio Gaúcha, e pensava em cantar aquela musica - "A melhor que já ouvi sobre Porto Alegre", como definiu na época.
Lubianca foi encontrá-lo às dez horas no City Hotel. "Ele já estava numa rodinha, bebendo uísque". Naquela mesma tarde, fizeram um ensaio e a noite Lubianca quase não acreditou quando ouviu seus versos na voz do maior cantor brasileiro de então, perante o auditório lotado.
Isso aconteceu em 1942. Jaime Lubianca tinha 20 anos. Hoje aos 86 anos (vai completar em novembro) ele lembra que só teve emoção semelhante trinta anos depois, quando outra celebridade da MPB, Elis Regina, voltou a gravar "Porto dos Casais".
"Nos éramos um grupo de jovens festeiros, formamos um conjunto para fazer serenatas e tocar nos aniversários das meninas. Eu não tinha formação musical, minha iniciação tinha sido numa galena, ouvindo a Radio Nacional do Rio de Janeiro".
"É sempre bom lembrar coisas passadas,
Rever os lampiões, os ancestrais
Singrando o Guaíba apareceram
Os velhos fundadores coloniais...
Chegaram tão alegres, alegres por demais,
Fundaram este Porto dos Casais...
É porto, Porto Alegre, antigo dos casais
Dos tempos que não voltam nunca mais".
Uma letra sem musica
Durante a semana, as noitadas da turma de Lubianca eram na Cidade Baixa, no Alto da Bronze e nos bares do Bom Fim. Nos fins semana, seguiam para Belém Velho, nas casas de veraneio à beira do Guaíba. "Na sexta-feira a gente pegava o Ventarola e ia pra lá. Meu pai alugava uma casinha e a gente reunia os amigos"
O ventarola era um daqueles bondes sem portas laterais, que tinha apenas uma lona para proteger os passageiros nos dias de chuva. Quando ele corria, as lonas abanavam. Daí o apelido ventarola. Um dos amigos era Alberto Canto que tinha um piano em casa e duas irmãs muito bonitas. "Um dia combinamos fazer uma música para Porto Alegre eu faria a letra, ele a música. A minha parte fiz logo, mas a dele não saiu".
Areia para secar o banhado da Redenção
O pai de Jaime Lubianca, o dr. José Faibes Lubianca, foi um médico famoso, conhecido por três gerações de porto-alegrenses. Tinha consultório no Bom Fim, na rua Felipe Camarão. Era daqueles que atendiam os pobres de graça e aceitavam galinhas e leitões como pagamento.
Especializado como perito criminalista, foi o criador da Polícia Técnica e da Escola de Polícia no Rio Grande do Sul. Introduziu a prática de concursos para o ingresso na carreira policial nos anos 60. Antes, era apenas por indicação política.
Jaime é um de seus nove filhos e, como todos, nasceu e se criou na rua Felipe Camarão, no Bom Fim. Conheceu o parque da Redenção quando ele ainda era um reduto de ex-escravos. Era uma área baldia, onde se instalavam circos e se disputavam provas de atletismo e até corridas de cães, grande atração dos anos 1930. Grande parte do terreno era um banhado.
Para comemorar o centenário da Revolução Farroupilha, em 1935, o campo da Redenção foi transformado em Parque pelo governador Flores da Cunha. "Tiveram que colocar uma camada de três metros de areião para secar o banhado" diz Jaime.
Ele e seus irmãos mais velhos (era o quarto) estudaram no Instituto Porto Alegre, o IPA, na época uma escola afastada do centro. "Não tinha calçamento, para subir aquele morro em dia de chuva era difícil, era muito barro".
Em 1941,ele entrou no pré-tecnico do colégio Julio de Castilhos. Dois anos depois, fez o vestibular e começou o curso de Agronomia. Tinha que conciliar as aulas com o trabalho no Instituto de Identificação, onde o pai o tinha colocado, como "datiloscopista aspirante", sem remuneração.
"Comecei a apreender tomando as impressões digitais do pessoal que ia tirar carteira de identidade". Depois, quando adquiriu experiência, levava uma pastinha para fazer tomada de impressões digitais no necrotério da Santa Casa, no Hospital São Pedro e na Casa de Correção. "Assistia um pedaço das aulas e saia com a pastinha. Um gringo que tinha lá gritava: Oh, Lubianca, hoje está cheio o refrigerador. Eram os cadáveres que estavam lá sem identificação".
Formado na Agronomia demitiu-se da polícia e entrou como técnico do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, "Era doutor das plantas, me tornei chefe. Me deram um jipe que era sobra da guerra, tinha quinze municípios para atender, de Porto Alegre ate Piratini".
Veraneios na Praia da Alegria
A esta altura, o veraneio não era mais em Belém Velho, mas na praia da Alegria, em Guaíba, na outra margem do rio.
"Eu tinha um barquinho a vela e na sexta-feira, ia com o pessoal todo para lá. Pendurava as velas nas laterais do trapiche, e dormíamos ali embaixo". A barraca improvisada ganhou o apelido de Trapiche Hotel. "Era uma festa, carnavais inesquecíveis".
Uma noite beberam chope ate o amanhecer. Um amigo, Homero Marques, havia construído um barraco com caixotes e foram todos se abrigar lá. Mas o barraco era muito quente e Lubianca não conseguia dormir. Ele abriu a janela para refrescar o quarto.
"Foi incrível! Me veio a melodia inteirinha, encaixada na letra. Gritei: Negrão (era o apelido do meu amigo) achei a melodia da minha letra!".
Dali em diante, a canção se tornou obrigatória nas noitadas de boemia.
"Até o Lupicínio Rodrigues que era a grande estrela da noite porto-alegrense me convidou para inaugurar uma foto num bar que ele tinha". Jaime Lubianca garante que foi a única vez que Lupicínio fez um discurso na vida.
Mas a carreira de compositor e boêmio não foi adiante. "Casei e tive filhos. Fiquei sem tempo. Numa época cheguei a ter cinco empregos". Restaram, além de Porto dos Casais - a mais famosa - uma dez canções românticas, como se exigia naqueles tempos.
Entre elas uma canção de Natal, que seus cinco netos aprenderam e cantam nas festas familiares. "Blim, blom, blim, blom...é natal, noite de esperança..."

Sobre ZH - Que venha o plebiscito!
O industriário Vitor Hugo Carvalho Mendonça, de Guaporé, considera uma medida simplista cercar praças e parques da cidade para evitar o vandalismo, defendida por Paulo Sant’Ana na coluna “Que venha o plebiscito!” (ZH de 19 de setembro).
Para o leitor, “colocar policiamento nas praças dará segurança e garantia tanto ao patrimônio público quanto ao cidadão. Além disso, um sério ponto deve ser considerado. É usual em nosso país que os governos, para livrarem-se de despesas, entreguem a manutenção de bens públicos à iniciativa privada. Brevemente, para custear o cercamento e manutenção de nossas praças, tais áreas serão entregues a empresários – via de regra inescrupulosos – que passarão então a cobrar caros pedágios pelo ingresso aos nossos parques”.
Favorável à opinião de Sant’Ana, o leitor Julio Cesar Brenner, de Santa Maria, diz que o colunista está com a razão:
“Pode demorar de 30 a 50 anos para acontecer, mas não tem alternativa”.
Desiludido, ele fala sobre a experiência que teve na cidade onde mora. “Inventei de cuidar de uma praça, arrumava de dia, à noite o vandalismo destruía. Terminei desistindo. Só com o cercamento teremos lugares públicos em condições de as famílias poderem usufruir.”
O leitor Aldori J. Schirmer, de Porto Alegre, cita o exemplo do parque Maurício Sirotsky Sobrinho. “A área do parque onde se encontram os piquetes foi cercada recentemente e tem um ou dois portões de acesso em cada rua que o margeia. Para quem acha que cercar parques é ruim, dê uma passadinha por lá, onde circulam milhares de pessoas na maior ordem e tranqüilidade.”

Cercamento que divide Canoas
Em meio à discórdia, uma grade de concreto é erguida em uma das principais áreas de lazer e esportes de Canoas. Trata-se do novo cercamento do Parque Municipal Getúlio Vargas, no bairro Marechal Rondon, que tinha antes uma tela de arame.
Usuários criticam o gradil parecido com o da Trensurb. Os vizinhos acreditam ser a única forma de criminosos não usarem o local como esconderijo.
Conhecido pela população como Capão do Corvo, o parque sempre foi cercado. A proteção em todo seu entorno, cerca de 1,8 mil metros, era uma tela com arame farpado no topo. Mas faz tempo que não cumpre sua função: está cheia de buracos pelos quais se passa sem esforço, preocupando os moradores do vizinho Jardim do Lago, área residencial nobre de Canoas.
– À noite, temos ali tráfico de drogas, prostituição, além de um esconderijo para criminosos. Esse cercamento com gradil será um alívio – afirma Caio Salvadori, presidente da Associação Jardim do Lago.
Além disso, argumenta ele, as aberturas tornam a área residencial quase uma extensão do parque, com alguns freqüentadores passando dos limites em frente às casas, até mesmo com roupas íntimas.
Um grupo de usuários se uniu contra o gradil afirmando ser a favor de uma nova cerca. Está no concreto o problema, que criaria quase uma parede, mesmo sendo vazado. Foram obtidas 540 assinaturas para um abaixo-assinado levado ao Ministério Público de Canoas apontando agressão à paisagem e pedindo uma ação. Mas a promotora Maria Augusta Menz não considerou a queixa procedente para uma ação.
– Queremos um cercamento novo. Mas o gradil atrapalha a visão dos usuários, prejudica a interação com o resto da cidade – conta Josmar Masiero, 38 anos, um dos idealizadores do manifesto.
A Secretaria Municipal de Preservação Ambiental (Sempa) diz que serão instalados 600 metros junto ao Jardim do Lago. O passo seguinte, marcado para o próximo ano, será cercar os demais 1,2 mil metros.
– Os arquitetos planejaram o gradil integrado ao parque. Será plantada uma vegetação que vai se juntar à cerca, cobrindo o concreto – diz o diretor-geral da Sempa, Marco Rosa.
O tema cercamento de parques é polêmico na Capital. Também longe da unanimidade, uma maioria foi revelada em pesquisa encomendada pelo Grupo RBS e realizada pelo Ibope em setembro. No levantamento, 63% dos entrevistados posicionaram-se a favor do cercamento dos parques.

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