Grupo Inter-religioso pede paz
Pedindo paz e mais segurança, os integrantes do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre fizeram no final da manhã de ontem uma caminhada silenciosa pelo Parque da Redenção. Mesmo com tempo instável, a marcha partiu do Monumento ao Expedicionário, em torno das 12h30min, e seguiu até o Espelho D''água. A manifestação ocorreu no local onde, há uma semana, um tiroteio entre grupos rivais resultou na morte de um jovem.
Segundo o líder religioso da Sociedade Israelita Brasileira e integrante do Grupo de Diálogo, Guershon Kwasniewski, a tragédia foi um reflexo do crescimento da violência e da falta de diálogo. "Infelizmente, mancharam um cartão postal da cidade com sangue e medo. Precisamos estimular o sentimento de paz e atrair as pessoas novamente para virem ao Parque da Redenção, mostrando que a violência pode ser combatida e vencida se houver união", afirmou o líder religioso.
Levando uma faixa com a palavra paz escrita em três idiomas - Salam (árabe), Shalom (hebraico) e Peace (inglês) -, o grupo de cerca de 20 pessoas chamou a atenção da população e das autoridades, inclusive do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, presente no local. "Devemos ampliar o debate sobre a segurança junto com a comunidade, porque a violência não está ocorrendo apenas nos parques e praças, mas está cada vez mais perto de nós e ao lado das nossas casas", disse Fogaça, relembrando o assassinato do secretário municipal de Saúde, Eliseu Santos, durante um assalto.
Para Kwasniewski, um dos caminhos para diminuir a violência é ampliar o diálogo. "A divergência de pensamento, de crença e de religião é muito grande, mas não precisa resultar em guerra", considerou.