COMBATE AOS BONDES - Após tiroteio e morte, BM promete policiamento -
Confronto na Redenção leva Brigada a anunciar mais vigilância em parques
A partir de amanhã, os principais parques da Capital deverão receber policiamento montado da Brigada Militar em finais de semana a fim de conter a ação violenta dos bondes.
Em um segundo momento, depois de 21 de abril, as rondas a cavalo deverão se tornar diárias na tentativa de evitar confrontos como o que resultou na morte de um adolescente domingo passado, na Redenção. Frequentadores, porém, reclamam da constante falta de segurança.
Conforme acerto feito com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) na manhã de ontem, os militares deverão circular a cavalo pelos parques da Redenção, Parcão, Maurício Sirotsky Sobrinho, Marinha do Brasil e Germânia. Esses são alguns dos principais pontos em que grupos de jovens geralmente ligados a pichações e arruaças costumam se reunir. No domingo, um conflito envolvendo duas turmas rivais das zonas norte e leste de Porto Alegre resultou em tiroteio que espalhou pânico pela Redenção, matou um adolescente e deixou outros quatro feridos.
O comandante do 4º Regimento de Polícia Montada (RPMon), tenente-coronel Florivaldo Pereira Damasceno, sustenta que a formatura de 80 novos policiais para a unidade permitirá a formação de um pelotão dedicado a aumentar a segurança nessas áreas públicas. Esse pelotão será constituído por 30 homens e não deverá se limitar ao policiamento à distância.
– A ordem é abordar, identificar e tirar armas e drogas desses jovens. Essa deverá ser a chave do trabalho – afirma o tenente-coronel.
O Conselho de Usuários da Redenção, porém, reclama que o policiamento montado já era feito há alguns anos, e acabou suspenso.
– É algo que já tínhamos e perdemos. O policial montado se impõe em áreas como os parques, em conjunto com a Guarda Municipal – diz Roberto Jakubaszko, integrante do conselho.
Ontem à noite, o conselho organizou uma reunião com autoridades para cobrar segurança em um dos parques mais tradicionais da Capital. Uma das reclamações é de que, apesar das ações eventuais, a violência tende a ser um problema recorrente.
– Quando fizemos nossa primeira reunião, nos anos 80, o tema principal já foi a insegurança – desabafa.
O comandante do 4ºRPMon afirma que, nos últimos dois anos, o policiamento a cavalo foi reduzido na cidade devido à escassez de efetivo. A formatura de novos policiais, segundo Damasceno, é que permitirá a retomada das rondas diárias nas principais áreas verdes da Capital.