Parque Farroupilha - A Redenção

O parque na Imprensa

ARTES - Relíquias em ferro fundido

Parte do texto e foto da matéria na Zero Hora de 2 de janeiro de 2010, Página 5 do Caderno Cultura.

zh-100102-1.jpg Porto Alegre já exibiu em seus espaços públicos sofisticadas esculturas e chafarizes em ferro fundido. Essas obras eram produzidas em série na região francesa de Haute-Marne, atendendo a encomendas de todo o Ocidente. Livro que está sendo lançado pelo pesquisador José Francisco Alves rastreia as peças que vieram para a Capital, Rio Grande e Pelotas
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Desde pelo menos 2002, Alves cataloga as tais fontes d’art. Algumas são bem conhecidas: o Chafariz das Nereidas, na Praça Pedro Osório, em Pelotas, o Chafariz das Três Graças, na Praça Xavier Ferreira, em Rio Grande, o Chafariz dos Anjinhos, na Praça Tamandaré, também em Rio Grande, a figura egípcia que está no pátio do Palácio Piratini, as luminárias do saguão da Biblioteca Pública do Estado, os garotinhos gorduchos que servem de candelabro na entrada da Escola Ernesto Dornelles, o Chafariz do Menino com a Concha, na Redenção, em Porto Alegre. O que a pesquisa revela é que todas essas obras, tão diversas na aparência, têm uma fonte comum. São encomendas feitas entre as décadas de 1870 e 1920 ao Haute-Marne. Algumas, para a fundição Val d’Osne, mas a maioria, para a Fundição Antoine Durenne.
Outra novidade diz respeito não exatamente à existência desse tipo de obra, mas a sua desaparição. Durante o inventário, Francisco Alves descobriu que Porto Alegre já teve sete chafarizes de ferro fundido, portentosos, elegantes, imponentes.
– Sobrou um – lamenta o pesquisador.
Trata-se do chamado Chafariz Imperial, que está no Parque da Redenção, perto do Auditório Araújo Vianna. Criado pelo escultor Carrier-Belleuse para a fundição Durenne, foi importado em 1866, sendo postado inicialmente na antiga Praça do Mercado (hoje Praça XV), perto do Chalé. Àquela época, era chamado de Chafariz Conde d’Eu, em homenagem ao marido da princesa Isabel. Em 1925, seguiu para outro ponto, também próximo ao Mercado Público. Depois da grande enchente de 1941, que cobriu de água grande parte do Centro, acabou na Redenção.
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Eduardo Veras




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