Instituto de Educação ganha nova cara
Além do cercamento escola aumenta a segurança interna com a instalação de novas câmeras

Matéria e foto publicadas na Zero Hora de 21 de outubro de 2008, Página 40.

zh-081021-2.jpg MARCELA DONINI
Após 139 anos mantendo a arquitetura original, a rotina de depredações, pichações, furtos e roubos está obrigando o Instituto de Educação General Flores da Cunha, na Capital, a mudar de cara. Os primeiros pilares de concreto para sustentar o cercamento que vai alterar a fachada do tradicional colégio do bairro Farroupilha já estão em pé.
Anunciada com comemoração por parte da comunidade escolar em agosto, a obra pode receber alterações na posição da cerca. A direção da escola aguarda do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc) uma avaliação sobre seu pedido para revisar o projeto. A idéia é avançar a grade para além dos três metros de distância da escadaria principal, em direção à Avenida Osvaldo Aranha, e nos fundos da escola, garantindo um espaço interno maior para os alunos.
– Aceitamos o projeto como veio para não atrasar a obra. Mas gostaríamos de aproveitar essa área que ficará fora e não será usada nem por estudantes nem por usuários do parque – justifica o diretor-geral do colégio, Paulo Sartori.
Com prazo inicial de 90 dias para conclusão, a obra deve ser finalizada em dezembro, estima Sartori. Ele explica que a grade faz parte do rol de medidas de combate à violência que tornou o colégio alvo fácil para ladrões e pichadores nos últimos anos. Assim que acabar o cercamento, deverão ser instaladas novas câmeras que reforçarão o monitoramento da área externa. No ritmo por mais segurança, o colégio transferiu cinco das oito câmeras da rua para dentro do prédio e conta com oito novos equipamentos para a vigilância de corredores.
zh-081021-3.jpg Outras melhorias dão conta da nova cara do colégio. A partir de uma parceria com o Unibanco, a direção da escola receberá, em três anos, R$ 708 mil. As novas câmeras e a recente pintura do corredor do térreo são frutos da primeira parcela da verba, entregue no final de agosto. Nos próximos dias, três salas reformadas devem ser devolvidas aos alunos e professores, agora sem mofo e infiltrações. Com as parcelas seguintes, o diretor planeja pintar o segundo andar, além de substituir computadores que já têm mais de oito anos.
marcela.donini@zerohora.com.br
De olho nos pichadores
Localizadas nos cantos próximos às escadas internas, as câmeras que estavam na rua estão agora de olho nos pichadores dos corredores do Instituto de Educação. Com ajuda dos equipamentos e de alunos, 11 estudantes que marcaram com spray as paredes internas do colégio já cumprem atividades do projeto socioeducativo.
Além disso, desde agosto, alunos recebem uma bolsa para cumprir a tarefa por algumas horas no turno inverso às aulas. Em janeiro, quando se aposentou o último responsável pela portaria, o local ficou desocupado. Agora, o dinheiro da parceria com o Unibanco também garante o serviço de monitores na portaria.
Segundo o diretor-geral do colégio, Paulo Sartori, a Secretaria da Educação recomenda, enquanto analisa a questão, que se desvie um funcionário, o que já é feito. Ainda assim, em função das licenças, a escola tem de deslocar outros empregados ou mesmo deixar a portaria vazia.



Voltar p/O parque na Imprensa Voltar p/Página Inicial Fechar Janela