Sobre ZH - Que venha o plebiscito!
O industriário Vitor Hugo Carvalho Mendonça, de Guaporé, considera uma medida simplista cercar praças e parques da cidade para evitar o vandalismo, defendida por Paulo Sant’Ana na coluna “Que venha o plebiscito!” (ZH de 19 de setembro).
Para o leitor, “colocar policiamento nas praças dará segurança e garantia tanto ao patrimônio público quanto ao cidadão. Além disso, um sério ponto deve ser considerado. É usual em nosso país que os governos, para livrarem-se de despesas, entreguem a manutenção de bens públicos à iniciativa privada. Brevemente, para custear o cercamento e manutenção de nossas praças, tais áreas serão entregues a empresários – via de regra inescrupulosos – que passarão então a cobrar caros pedágios pelo ingresso aos nossos parques”.
Favorável à opinião de Sant’Ana, o leitor Julio Cesar Brenner, de Santa Maria, diz que o colunista está com a razão:
“Pode demorar de 30 a 50 anos para acontecer, mas não tem alternativa”.
Desiludido, ele fala sobre a experiência que teve na cidade onde mora. “Inventei de cuidar de uma praça, arrumava de dia, à noite o vandalismo destruía. Terminei desistindo. Só com o cercamento teremos lugares públicos em condições de as famílias poderem usufruir.”
O leitor Aldori J. Schirmer, de Porto Alegre, cita o exemplo do parque Maurício Sirotsky Sobrinho. “A área do parque onde se encontram os piquetes foi cercada recentemente e tem um ou dois portões de acesso em cada rua que o margeia. Para quem acha que cercar parques é ruim, dê uma passadinha por lá, onde circulam milhares de pessoas na maior ordem e tranqüilidade.”