Memórias da Redenção


No mês de aniversário do parque, família gaúcha que vive no Nordeste resgata história da feira de artesanato nascida no local“Minha mãe, Berenice Aurora, e meu pai, Paulo Alberto Filber (já falecido), foram as pessoas que mais lutaram para que a Feira de Artesanato do Bom Fim fosse criada e, por isso, são chamados ‘pais da feira. Há 10 anos fora do Estado, resgato essa história com imagens de mais de 20 anos, e gostaria que eles não caíssem no esquecimento dos gaúchos.
O Parque Farroupilha, que completou 73 anos em setembro, traz o clima daqueles que o freqüentam. Como uma colcha de retalhos sociocultural, em cada pedaço, tem o ponto de encontro de suas ‘tribos’.
Meu pai trabalhava como monitor de educação física no Ramiro Souto. Ele também fazia brinquedos pedagógicos. A partir daí, nasceu a feira de artesanato. Em cada brinquedo, tinha sua história de amor, e, a cada venda, ele passava adiante essa história.


A iniciativa partiu de minha mãe e um grupo formado por artesãos, que juntos conquistaram esse sonho.”
Bettina de Medeiros Filber, 21 anos
“Os nossos domingos se integraram a um público crescente que passeava pelo parque, encontrava os amigos e já apreciava o Brique, nascido em 1978. Nossos filhos tinham os domingos de parque de diversão, música, capoeira, teatro de bonecos, espaços de todas as idades e um jeito de ser de um ‘Porto muito Alegre’.
A Redenção é pra ser curtida sem pressa. A natureza e os amigos fazem a moldura deste parque.
Obrigada a todos que juntos acreditaram no nosso sucesso.”
Berenice Aurora de Medeiros Filber, 60 anos