Prefeitura anuncia início da reforma no Araújo Vianna

Matéria e foto publicadas no site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre www.portoalegre.rs.gov.br/ em 17 de setembro de 2008.

pmpa-080917-3.jpg Amanhã, 18, às 11h, o secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga, recebe a imprensa na sede da Secretaria Municipal da Cultura (Av. Independência, 453), para detalhar o projeto de reforma do Auditório Araújo Vianna. Também participa da coletiva o arquiteto Moacyr Moojen Marques, autor do projeto arquitetônico do auditório (realizado em 1964, em parceria com Carlos Fayet) e de sua futura cobertura fixa.
O contrato de execução foi assinado hoje, 17, entre o arquiteto e a empresa Opus Produções, vencedora da licitação promovida para revitalizar o espaço. Serão 3 mil lugares no auditório, com nova cobertura fixa e climatização, além de outras melhorias.
Um grupo de trabalho com representantes das secretarias de Meio Ambiente (Smam), Obras e Viação (Smov) e Cultura (SMC), além do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Comphac) também receberá cópia detalhada do projeto.
Histórico - O auditório Araujo Vianna encontra-se interditado desde o início de 2005. Sua cobertura de lona, construída em 1996, expirou em 2002. Um laudo técnico emitido pelo Smov em julho daquele ano apontou risco de segurança.
A reforma da antiga cobertura móvel tornou-se inviável em meados de 2006, quando o Ministério Público deu ganho de causa a uma ação dos moradores do Bairro Bom Fim, determinando o completo isolamento acústico do local. A medida inviabilizou estudos que estavam sendo realizados para sua reforma e elevou o custo da revitalização para R$ 7 milhões. O valor equivale a três anos do orçamento da SMC para recuperação patrimonial.
A solução encontrada foi oferecer a parceiros privados, por meio de licitação pública editada em fevereiro de 2007, um aluguel compartilhado. Em troca da reforma, a empresa ocupará o auditório 274 dias por ano e os outros 91 dias serão usados pela prefeitura. Os três meses representam três vezes mais do que a média de uso do auditório, que permanecia fechado cerca de 11 meses por ano, segundo comparação feita entre a reabertura (1992) e a interdição (2005). Depois de dez anos de compartilhamento, a prefeitura retomará o controle completo do espaço. Estima-se que a empresa vencedora conclua a reforma até fins de 2009.

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