A capela do Bom Fim
A capela do Bom Fim, em Porto Alegre, começou a ser construída no período da Guerra do Paraguai, duas décadas depois do fim da Revolução Farroupilha. O templo, que respondia a uma crescente devoção que se implantava na região que ficava na Várzea, junto ao Caminho do Meio (o primeiro nome do que seriam depois as avenidas Osvaldo Aranha e Protásio Alves), demorou
a ser erguido. Por isso, o jornal O Século, na edição de 23 de janeiro de 1881, qualificou-a como “obra de Santa Engrácia”, referindo-se a uma expressão portuguesa para as construções intermináveis. A capela foi benta e começou a ser utilizada em 1883, mas 30 anos depois os jornais ainda se referiam às “obras internas” necessárias para a conclusão do tempo.
A importância desse monumento religioso está comprovada pelo fato de que tanto a avenida quanto o próprio parque e, depois,
o bairro, passaram a ser conhecidos como Campo do Bom Fim, Estrada do Bom Fim e Bairro do Bom Fim. Recentemente, a capela, que estava com sérios problemas de conservação e sofreu um incêndio, foi reformada depois de ter sido tombada pelo patrimônio histórico do município.
A festa do padroeiro, o Senhor do Bom Fim, é comemorada no dia 14 de setembro. Neste ano, celebrações diárias estão ocorrendo
desde ontem, culminando com missa festiva às 19h de domingo.