Acampamento cercado
A próxima edição do Acampamento Farroupilha deverá ter como limite uma cerca de dois metros de altura ao redor do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho.
O cercamento foi confirmado ontem pelo prefeito da Capital, José Fogaça, que também anunciou o projeto de implantar um sistema de drenagem a fim de evitar os alagamentos no local.
As duas iniciativas, avaliadas em cerca de R$ 500 mil, seriam custeadas pela iniciativa privada. Em troca, as empresas poderiam vincular suas marcas às obras de reforma do parque. Conforme o secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch, a implantação da cerca não é uma medida inédita.
- O parque já conta com uma cerca, mas ela é baixa e de fios de arame. Nossa proposta é apenas melhorar esse cercamento - explica.
A intenção da prefeitura é aumentar a segurança da área. Conforme Moesch, o Maurício Sirotsky Sobrinho se difere de outros parques da Capital por ser temático, voltado para as tradições gaúchas.
- Em princípio, não acho conveniente cercar parques urbanos. Mas esse já nasceu assim, e não é como a Redenção ou o Parcão, onde há muita ida e vinda das pessoas. Quem vai até ele vai para ficar lá mesmo - explica.
A proposta é combatida pela ambientalista Kathia Vasconcellos Monteiro, da ONG Amigos da Terra:
- Porto Alegre sempre rejeitou a idéia de cercar parques. Isso aparta as pessoas da natureza - avalia.
Apesar da polêmica, a partir de agora técnicos da secretaria vão detalhar o projeto da nova cerca. Ainda não está definido, mas é provável que ela seja metálica e tenha cerca de dois metros de altura. Também deverão ser determinados onde ficarão os pontos de acesso para os visitantes.
Depois de encaminhar o novo cercamento, que deverá seguir o mesmo traçado da cerca atual, a prefeitura pretende instalar uma espécie de fazenda na área, oferecendo a à população a oportunidade de conhecer lidas campeiras como tirar leite de vaca, tosar ovelhas e andar a cavalo.