A espada de honra de Osorio
Finda a Guerra da Tríplice Aliança em 1870, surgiu a iniciativa de prestar uma homenagem
ao mais ilustre dos oficiais gaúchos com participação naquele conflito: o general Manoel Luis Osorio. Abriu-se para isso uma subscrição no Exército para a confecção de uma “espada de honra” que lhe seria doada. Coube ao comandante da guarnição de Porto Alegre, o então coronel Deodoro da Fonseca, a tarefa de formalizar a homenagem. Como o produto da coleta foi em libras esterlinas, decidiu-se aproveitar o ouro dessas libras para confeccionar a espada. Joaquim Valentim, ourives com oficina no Rio de Janeiro, gastou 14 meses para acabar a obra.
Osorio chegou a Porto Alegre para a homenagem da doação a bordo do vapor Guayba. Uma multidão
acompanhou, em 6 de agosto de 1871, um domingo, nos gramados do Campo do Bonfim (hoje Redenção),
a cerimônia de doação da espada. Osorio chegou a cavalo, fardado e com a placa da Ordem Imperial do Cruzeiro fixada no peito.
Em novembro de 1877, o governo o autorizou o general a portar, quando fardado, a espada de honra que lhe fora doada em Porto Alegre. Atualmente, essa relíquia acha-se sob os cuidados do Museu Histórico do Exército – Forte Copacabana, no Rio de Janeiro.
Hoje comemora-se o bicentenário do nascimento de Osorio.