Vândalos inibem adoção de praças
Os constantes atos de vandalismo contra praças localizadas no Centro dificultam a adesão de empresas e instituições ao Programa Adote uma Praça, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). Atualmente, 56 praças são mantidas por empresas em parceria com o poder público.
Entretanto, apenas um desses espaços está localizado no Centro - a praça General Braga Pinheiro, em frente à Associação Cristã de Moços (ACM). A justificativa seria o alto custo de manutenção devido à depredação.
Nas praças da Matriz, da Alfândega, Otávio Rocha e Alto da Bronze, onde canteiros, luminárias e monumentos freqüentemente sofrem ações de vandalismo, o Adote uma Praça não chegou. 'A razão até pode ser o vandalismo, mas o adotante não estará sozinho, porque o poder público também será responsável pela manutenção', diz o titular da Smam, Beto Moesch. Além das praças, o programa mantém 36 canteiros e rótulas, dois parques e o Minizôo Palmira Gobbi. O Parcão e o Parque Alemanha são os únicos incluídos no programa. Dos R$ 620 mil gastos por ano para manter o Parcão, R$ 120 mil são repassados por duas empresas. Em troca da preservação, a empresa adotante pode colocar uma placa de divulgação no local. Segundo o Moesch, a parceria não gera economia, porque o orçamento da Smam é definido previamente, mas o trabalho pode ser concentrado em outros locais. Uma idéia da Smam é criar o Programa Adote um Monumento, que serviria como alternativa para enfrentar o problema das pichações. Para aderir ao programa, a empresa ou instituição deve contatar a Smam pelo telefone 3289-7563. Estão à disposição quase 600 praças, oito parques e três unidades de conservação. Os critérios e os prazos do contrato são estipulados pelo adotante.