Parque Farroupilha (Redenção)

Obra é pichada horas depois de restaurada
Primeiro monumento pronto entre 12 a serem recuperados, Coluna Israelita foi atacada novamente no sábado

Matéria e fotos publicadas na Zero Hora de 08 de maio de 2006, Página 33.

zh-060508-33-1.jpg Depois de passar por um processo de limpeza que durou dois dias, a Coluna Israelita não permaneceu nem 24 horas livre de pichações. Entregue revitalizada às 16h de sexta-feira, amanheceu suja novamente no sábado.
Nem a restauradora Alice Prati, diretora técnica do projeto SOS Monumento, que revitalizará 12 monumentos da Capital, esperava que a degradação viesse tão rapidamente. A esperança era de que a coluna, ao lado do Instituto de Educação, no Parque Farroupilha (Redenção), permanecesse intacta pelo menos até hoje conforme expectativa criada na sexta-feira durante a limpeza do patrimônio. Com peças de bronze, o monumento é feito em granito róseo.
- Para nós, é uma sensação de impotência. Vamos ter de limpar de novo, provavelmente na quinta-feira - disse Alice.

Pesquisa recuperará história das obras
zh-060508-33-2.jpg O custo para remover uma pichação como a que foi feita no monumento é de pelo menos R$ 800, apenas em produtos químicos. Além da falta de segurança e de denúncias da população, Alice aponta que monumentos raros poderiam ser protegidos por grades.
Antes de ser recuperada, a Coluna Israelita - um presente da comunidade judaica a Porto Alegre doado em 1935 pelos cem anos da Revolução Farroupilha - estava suja por cinco tipos de tintas. A intervenção feita na sexta-feira foi a primeira etapa do SOS Monumento.
O programa terá duração de dois anos, ao longo dos quais serão realizadas pesquisas que vão desde o aspecto químico - como as técnicas para limpar as pichações - até os aspectos pedagógico e histórico, que prevêem o resgate da história das obras. Ao final do projeto, as informações serão reunidas em uma publicação.
Para fins de estudo, os monumentos escolhidos apresentam características distintas de materiais e localização. O custo total do programa é estimado em R$ 300 mil.
Contraponto
O que diz Luiz Alberto Carvalho Junior, supervisor de Praças e Parques da Secretaria Municipal do Meio Ambiente

Segundo Carvalho Junior, o Disque-pichação deve começar a funcionar em junho. A linha centralizará denúncias sobre atos de vandalismo. Outra medida será a instalação de câmeras de vídeo nos monumentos, que serão monitoradas pela guarda municipal. Já foram colocadas duas câmeras no Monumento ao Expedicionário, mas ainda não entraram em funcionamento.


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