Parque Farroupilha (Redenção)

"Nona" vende pipoca na Redenção há 30 anos

Matéria e fotos publicadas no Correio do Povo de 19 de março de 2006, Página 3.

cp-060319-4.jpg A 'Nona', como é conhecida a mais antiga 'pipoqueira do Brique', completa neste domingo 30 anos de trabalho no Parque da Redenção. Com sua carrocinha 'Pipoca da Nona', funcionando aos sábados, domingos e feriados junto ao Monumento ao Expedicionário, sua figura já é parte do cenário do Brique da Redenção. Ela chegou antes do Brique e ali está desde seu primeiro dia de funcionamento, há 28 anos. O trabalho dessa italiana de 70 anos, nascida em Veneza, Alcir Maria Agostini, embora ajude a reforçar seu orçamento e a sua aposentadoria, tem a missão de auxiliar entidades assistenciais com as quais colabora como voluntária.
Ainda menina, Alcir deixou Veneza com seus pais e por muitos anos percorreu o Estado com a família. O pai, o carreteiro Arcangelo Miguel, trabalhava para madeireiras, e a mãe, Palma Solachini Agostini, era parteira. O maior desejo da 'Nona' era entrar no convento. Não concretizou o sonho por imposição da família, mas nunca deixou de ajudar os outros. 'Posso e continuo a fazer na minha vida tudo o que poderia ter feito numa ordem religiosa', diz. Durante a semana, 'Nona' dedica-se a obras sociais e, no final de semana, vai para o Brique com sua carrocinha de pipocas. Enquanto estudava em Passo Fundo, 'Nona' aprendeu canto e piano. Quando veio para Porto Alegre, para trabalhar como enfermeira, pôde participar, durante nove anos, como cantora e pianista da Ospa. 'Deus sempre foi tão bom comigo', diz ela, que guarda sua trajetória na memória e nas fotos.


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