Mercado Bom Fim continua abandonado
(Fotos: Naira Hofmeister/Jornal Já)
Naira Hofmeister
A julgar pela situação, nem parece que o tempo passou. As queixas dos
permissionários do Mercado Bom Fim são as mesmas, assim como as explicações
do titular da Smic, secretário Idenir Cecchim. A única mudança é que, ao
invés da Páscoa, o calendário do comércio já beira as festas de final de
ano.
Em março o Mercado Bom Fim tinhas as condições mais favoráveis às
modificações pretendidas pela prefeitura. A qualificação do local era tida
como promessa do primeiro ano de governo Fogaça, que teria a oportunidade de
realizar um trabalho planejado, inclusive, por administrações anteriores.
Vinte das 25 lojas poderiam ser renegociadas, algumas por estarem
desocupadas, outras por seus contratos a vencer.
Animado no inicio de sua gestão, Cecchim falava em um grande projeto para o
local, contando com restaurantes temáticos, que atraíssem um público
diferenciado para o local: “A área é muito importante para ficar
marginalizada e grupos importantes fizeram sondagens”, dizia ele, na época.
De lá para cá, o discurso não parece ser diferente. Além de manter sua
decisão de não renovar o contrato com os atuais bares do ‘fundão’ para, em
seu lugar montar um empreendimento voltado à família, Cecchim continua sem
previsão para o encontro, prometido há tempos: “Vamos fazer uma reunião com
eles logo, talvez em janeiro, já que agora estamos muito ocupados com a
fiscalização dos ambulantes”. Ele alega também que está impossibilitado
pelos processos que a prefeitura move contra alguns permissionários.
Os comerciantes continuam mesmo com os contratos vencidos desde março e sem
diálogo estabelecido com a prefeitura. A reclamação é uníssona, repetida em
coro e a exaustão: “O atual secretário não aparece aqui, não conhece de
verdade nossos problemas”, diz Alberto Santos, do restaurante Pôr-do-Sol.
Alguns até arriscam: “A gente nem conhece a cara do homem”, brincou Antenor
Guerra, do Luar Luar.