Um banho no monumento
Obra que homenageia pracinhas na Redenção passa por uma limpeza

Matéria e fotos publicados na Zero Hora de 13 de dezembro de 2005, Página 43 e Contracapa.

zh-051213.jpg Com vassoura e escova nas mãos, restauradores tentam reduzir os efeitos do vandalismo e da falta de educação em um símbolo da Capital.
Uma parceria entre a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e o Atelier Alice Prati garantiu dois dias de limpeza do Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha. Surpreendendo os restauradores, freqüentadores pareciam não dar importância.
- Começamos o serviço por volta das 8h, quando as pessoas fazem seus exercícios matinais. Ouvimos desaforos de gente que usa o monumento para fazer alongamento - conta a restauradora Alice Prati.
zh-051213.jpg Segundo a especialista, vem dessa parte dos usuários do parque muito da degradação. Ao apoiar o pé no monumento, o freqüentador da área pratica um vandalismo passivo, lixando o granito. Depois, as pichações completam o ataque à homenagem feita aos soldados mortos na II Guerra Mundial.
Ontem e hoje, a batalha dos nove restauradores, que gastaram cada um R$ 75 do bolso, e de funcionários da Smam é com água e produtos químicos. São cerca de cem litros de removedores, solventes e detergentes para clarear o granito róseo. Escovas com cerdas macias e vassouras para os pontos mais altos completam o arsenal com um canhão de água do caminhão-pipa.
É na parte inferior que os químicos são aplicados. No alto, os detergentes são usados para a remoção do limo e dos resíduos naturais acumulados ao longo do tempo. Hoje, mais 11 horas de limpeza devem completar o trabalho voluntário.


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