Monumento passa pela 3ª limpeza
Limpeza
Deve ser concluído hoje o trabalho de limpeza e recuperação do Monumento ao Expedicionário, na Redenção. O trabalho está sendo feito por nove profissionais de um ateliê de restaurações, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. É a terceira vez neste ano que o monumento passa por processo de limpeza, que envolve a remoção de deposições orgânicas e pichações. A obra sofre danos também no granito róseo, pois é usada como apoio para pessoas fazerem ginástica.
Nove profissionais de um ateliê de restaurações começaram ontem a limpeza do Monumento ao Expedicionário, na Redenção. O trabalho deve ser concluído hoje e envolve a remoção de deposições orgânicas, como fungos e vegetação invasiva, além de chicletes e pichações. A ação acontece em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). É a terceira vez neste ano que o Monumento ao Expedicionário passa por processo de limpeza e recuperação. Para evitar atos de vandalismo, a prefeitura planeja o cercamento de obras importantes.
Ao contrário de outras construções, como o Monumento a Bento Gonçalves, o principal problema no na Redenção não são atos de vandalismo. Segundo a diretora do ateliê, Alice Prati, os maiores danos são causados pelas pessoas que utilizam o Expedicionário como apoio para exercícios físicos, o que tem provocado danos incorrigíveis no granito róseo. 'É preciso a conscientização de que o Expedicionário é muito importante e que não pode ser confundido com um aparelho de ginástica.'
O trabalho também abrange a higienização e a lubrificação das peças em metal. O serviço complementará o restauro parcial feito pelo atelier em 17 de novembro. A Smam fica responsável pelo fornecimento de água com caminhões-pipa e cestos.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch, enfatizou que o objetivo é cercar os monumentos com grades. Mas, segundo ele, o processo não poderá ser aplicado em pelo menos dois: no Expedicionário, por suas características, e do Açorianos, pela negativa do artista criador. 'No Monumento ao Expedicionário não seria viável o cercamento pelo grande público. A melhor alternativa é aumentar a fiscalização da BM e da Guarda Municipal.' Inaugurada em 16 de junho de 1957, a obra é de autoria de Antônio Caringi e sua história consta no livro 'Monumentos de Porto Alegre', de Rodrigues Till.
O primeiro monumento a passar pelo processo deve ser o de Bento Gonçalves, devido a constantes ataques de vandalismo. Moesch adiantou que o cercamento aconteceria a partir do último degrau.