Poucas & Boas
Brique e patrimonio cultural do Estado
por Milton Gerson
A Assembléia Legislativa gaúcha aprovou, por unanimidade, na sessão plenária do dia 5 de outubro, o projeto de lei de autoria do deputado Reginaldo Pujol (PFL) que declara o Brique
da Redenção patrimonio cultural do Estado. Para Pujol, a feira de antigüidades e artesanato que ocorre aos domingos no Parque Farroupilha, em Porto Alegre, é parada obrigatória e indispensável para os gaúchos e os turistas que visitam a Capital. "Além do comércio de arte, da boa comida, dos artigos de decoração e de raridades, o Brique é um local livre para manifestações políticas e artísticas, como o teatro de rua e a música", destacou o parlamentar.
Vereador da Capital até o começo de 2005, e portanto conhecedor da importância do Brique para os porto-alegrenses, Pujol, que era primeiro suplente de deputado da eleição de 2002, assumiu a titularidade da função após a eleição municipal de 2004, quando o colega de bancada Marlon Santos foi eleito prefeito de Cachoeira do Sul. Pena que a iniciativa do deputado não reflita diretamente no apoio a manutenção do Parque que necessita de amparo.
S.O.S. Redenção I
Iniciativas como a do Rotary Club Porto Alegre Bom Fim, que por intermédio de um dos seus integrantes, Luiz Carlos Félix, que também é conselheiro da Associação dos Amigos do Bairro Bom Fim, de buscar apoio para a revitalização de espaços do Parque Farroupilha são louváveis. O FALA BOM FIM, em edições anteriores já tratou do problema, que passa, essencialmente, pela necessidade de um aporte orcamentário e de servidores atuando na manutenção da área verde, a mais importantes da regiao central da Capital.
S.O.S. Redenção II
A sugestão de Félix, levada ao Rotary, resultou no projeto "S.O.S. Redenção", cuja intenção é chamar a atenção para autoridades e personalidades da cidade para os problemas enfrentados pela administração do parque, buscando parcerias que possam solucioná-los. Um levantamento fotográfico mostra o descaso, inclusive de muitos pseudo cidadãos que danificam monumentos e recantos da Redenção pelo simples prazer de destruir. Esse será um dos principals alvos da ação do clube de servicos que quer a punição dos responsáveis pela pichação, furto e outros danos a peças de alto valor histórico que se encontram no Parque.