Freqüentador registra depredação em parque
Há 12 anos caminhando pelo Parque da Redenção, o professor aposentado Luiz Carlos Félix de Oliveira acompanhou um triste processo: a progressiva depredação do parque. Neste mês, ele decidiu levar uma máquina fotográfica a tiracolo. Em duas horas, registrou monumentos depredados e sujeira deixada por moradores de rua.
Foram 24 locais fotografados. Ontem, ele mostrou as 36 fotos que fez no dia 11 deste mês aos colegas do Rotary Club Bom Fim. As imagens inspiraram um programa para buscar alternativas, o S.O.S Parque Farroupilha.
- Caminho com minha esposa todos os dias há 12 anos, assistimos à gradual degradação - diz Oliveira, membro da direção do clube.
Onde havia placas de bronze, restou apenas a marca. E onde não houve furto, a própria administração retirou o que restava para não perder tudo. Por isso, há monumentos em que restou o granito, sem identificação.
Outros encontros no Rotary Bom Fim darão corpo ao S.O.S Parque Farroupilha. Reforçar o policiamento noturno, cercar monumentos e até o próprio parque serão assuntos discutidos.
- Queremos conscientizar as pessoas sobre o problema - afirma o professor aposentado.
Um exemplo do prejuízo causado é o busto de Francisco de Paula Brochado da Rocha, que ainda não tem data para voltar. A Secretaria do Meio Ambiente (Smam) retirou a escultura no ano passado depois de freqüentes reparos por conta de depredações. É na parceria com empresários que a Smam busca a restauração do monumento. Ele já havia sido revitalizado em 2001, mas em um mês a escultura já estava pichada novamente.
Parcerias são apontadas como solução
Dos 38 monumentos e placas no Parque da Redenção, dois estão comprometidos, outros sete foram guardados para não serem totalmente destruídos e o resto está parcialmente atacado por vândalos. A exceção é a pira no Monumentos ao Expedicionário, que está sendo recuperada.
- Os parques são da sociedade, então todos devem participar da manutenção por meio da adoção e do voluntariado. Com isso, temos avançado na revitalização do Recanto Solar, no Recanto Europeu, no Monumento ao Expedicionário, sempre em parceria com a Smam - diz o titular da Smam, Beto Moesch.
Uma das soluções apontadas pelo secretário é a ampliação da parceria com a Brigada Militar e a Guarda Municipal para vigiar os locais mais atingidos. Mesmo assim, Moesch destaca a importância de uma uma maior conscientização entre o público.
- Não adianta apenas restaurarmos. É preciso uma campanha de valorização do que é público. A cidade precisa fazer isso - afirma o secretário.