Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa


A festa dos 25 anos do Brique
Fundada em 1978, feira virou ponto de encontro na Capital

Matéria publicada na Zero Hora, dia 31 de março de 2003, página 41.

Além das antigüidades à venda na Rua José Bonifácio, junto ao Parque Farroupilha, os freqüentadores do Brique da Redenção tiveram ontem mais motivos para relembrar o passado.
Criada há 25 anos, a feira popular segue atraindo novas gerações sem perder a fidelidade das anteriores. Os segredos desse sincretismo, de acordo com uma pesquisadora do parque, estão na diversidade e na democracia de uma Porto Alegre metrópole e em sua mescla com outra ainda idêntica às cidades do Interior.
Brique Seduzida pela feira, Jeanette Lontra, socióloga e mestranda em Planejamento Urbano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, vê na capacidade de recuperar a memória e realimentar o imaginário do porto-alegrense a origem do sucesso do Brique. Nele, segundo a pesquisadora, a cidade de 1,3 milhão de habitantes transforma-se em uma pequena província unida por uma rua. Aliás, conforme sua teoria, a rua em que se situa o Brique sequer é digna desta definição:
- A José Bonifácio não é uma rua aos domingos. No imaginário da população, ela continua a fazer parte do parque. Todos se sentem um pouco seus proprietários e procuram resgatar seus passados. Nela, as pessoas se sentem como no Interior, ao mesmo tempo em que aceitam todo tipo de pessoa, como uma metrópole sem preconceitos - avalia.
Ontem, o domingo de aniversário de 25 anos da feira encerrou os festejos do aniversário de Porto Alegre. Exposições de carros antigos e de amostras científicas do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul atraíram os freqüentadores.
Aos visitantes se juntavam profissionais como Varceli Freitas Filho, 49 anos, o último lambe-lambe da Capital, e os artistas Lizandro Souto, 30 anos, e Robert Kiefer, 22 anos - os palhaços Biscoitão e Picolé. Todos vêem o Brique como um dos mais importantes espaços de entretenimento ou de sustento. Para Souto, a feira e a cidade hoje são uma só:
- Porto Alegre não é Porto Alegre sem o Brique.



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