Um festival que já tomou seu ritmo
Marcos Santuario
Se os espaços para mostrar novos talentos não são muitos, Porto Alegre deve orgulhar-se de manter, por sete edições consecutivas, um evento musical que tem mostrado surpreendentes novidades. Trata-se do Festival de Música de Porto Alegre, consolidado como encontro de novas propostas, talentos emergentes e alguns até sufocados pela avalanche de lançamentos que disputam o mercado musical. O evento, que chega neste domingo com a finalíssima de sua 7ª edição, a partir das 18h, no Auditório Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, s/nO), retomou seu formato original. As 16 regiões do chamado Orçamento Participativo de Porto Alegre escolheram seus finalistas, em um total de 618 músicas inscritas. Desde sua primeira edição, em 1998, o Festival de Música de Porto Alegre já recebeu cerca de 5 mil inscrições em músicas que tentaram encontrar o caminho do sucesso. Algumas alcançaram seu objetivo. Outras, pelo menos, demonstraram criatividade.
Cada uma das 16 regiões teve 12 músicas concorrentes, classificando-se a vencedora para a etapa final. E os prêmios, que não são fortunas, servem como um pequeno incentivo. O que mais vale mesmo é a possibilidade da exposição e de trilhar um caminho que pode levar ao sucesso. As 16 finalistas, uma de cada região, concorrem aos três primeiros prêmios, respectivamente, R$ 2 mil, R$ 1 mil e R$ 750,00. Também são premiados o melhor intérprete (R$ 500,00), a melhor letra (R$ 500,00), música mais popular (R$ 500) e o melhor instrumentista (R$ 500,00). Cada um recebe troféu de acordo com sua categoria. Mas, sem dúvida, o melhor da premiação é integrar o CD das finalistas. No caso desta sétima edição, que movimenta o Araújo Vianna neste domingo, o CD deve ser lançado ainda este ano.
As edições anteriores do evento já revelaram nomes que se tornaram conhecidos do público. Entre eles, destaque para os grupos Bataclã F.C., Anahata, Diretoria e Semente do Samba. Também compositores conquistaram um espaço no mercado da música. Vale destaque para Xandelle, Roberto Porcher, Bianca Fachel e Daniela Xavier.
Na edição de hoje, estarão concorrendo, pela Região Noroeste, 'Tarde demais', de Vinícius Franzen e Márcio Lima, com a banda Tripulante X; pela Região Humaitá-Ilhas, 'Morro samba vivo', de Pablo Meira Martins; Região Lomba do Pinheiro, 'Ilha da Jamaica', de Bruno Alves Trentin, interpretada pela banda Mano Velho; Região Norte, 'Lado errado', de Henrique de Souza, interpretada pela banda Beco 3-A; Região Centro, 'Quando os homens chegam', de Felipe Vargas, com a banda Viramundéu; Região Leste, 'Estradas longas', de Rodrigo Ávalos, com a banda Estação 77; Região Restinga, 'Ela era assim', de Marcelo de Aguiar Rodrigues, com a banda Tribunos; Região Partenon, 'Cumeeiras', de Antônio Gil Cândido Rolim, com a banda Virgulino Vírgula; Região Cristal, 'Pra variar', de Fernanda Fonseca dos Santos; 'Região Sul, 'Musicando sonhos', Adiles da Rocha e Vilson Seiva; Cruzeiro, 'Nunca deixei de te amar', de Tiago Silva; Região Eixo-Baltazar, 'Sexta-feira', de Maurício de Sousa; Região Nordeste, 'Os manos da Safira', de Fabiano Marques; Centro-Sul, 'Meu país', de Taína Távora Alfonsin Buchain; Glória, 'O que fazer', de Álvaro Neves; e Região Extremo-Sul, 'Acordar', de Samantha Lima Vieira e Josiel Silva.