Um festival que já tomou seu ritmo
Porto Alegre festeja seu 7º Festival de Música revelando talentos e criando espaço para novidades

Matéria e foto publicadas no Correio do Povo de 12 de dezembro de 2004, Página 19.

concorrentes Marcos Santuario
Se os espaços para mostrar novos talentos não são muitos, Porto Alegre deve orgulhar-se de manter, por sete edições consecutivas, um evento musical que tem mostrado surpreendentes novidades. Trata-se do Festival de Música de Porto Alegre, consolidado como encontro de novas propostas, talentos emergentes e alguns até sufocados pela avalanche de lançamentos que disputam o mercado musical. O evento, que chega neste domingo com a finalíssima de sua 7ª edição, a partir das 18h, no Auditório Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, s/nO), retomou seu formato original. As 16 regiões do chamado Orçamento Participativo de Porto Alegre escolheram seus finalistas, em um total de 618 músicas inscritas. Desde sua primeira edição, em 1998, o Festival de Música de Porto Alegre já recebeu cerca de 5 mil inscrições em músicas que tentaram encontrar o caminho do sucesso. Algumas alcançaram seu objetivo. Outras, pelo menos, demonstraram criatividade.
Cada uma das 16 regiões teve 12 músicas concorrentes, classificando-se a vencedora para a etapa final. E os prêmios, que não são fortunas, servem como um pequeno incentivo. O que mais vale mesmo é a possibilidade da exposição e de trilhar um caminho que pode levar ao sucesso. As 16 finalistas, uma de cada região, concorrem aos três primeiros prêmios, respectivamente, R$ 2 mil, R$ 1 mil e R$ 750,00. Também são premiados o melhor intérprete (R$ 500,00), a melhor letra (R$ 500,00), música mais popular (R$ 500) e o melhor instrumentista (R$ 500,00). Cada um recebe troféu de acordo com sua categoria. Mas, sem dúvida, o melhor da premiação é integrar o CD das finalistas. No caso desta sétima edição, que movimenta o Araújo Vianna neste domingo, o CD deve ser lançado ainda este ano.
As edições anteriores do evento já revelaram nomes que se tornaram conhecidos do público. Entre eles, destaque para os grupos Bataclã F.C., Anahata, Diretoria e Semente do Samba. Também compositores conquistaram um espaço no mercado da música. Vale destaque para Xandelle, Roberto Porcher, Bianca Fachel e Daniela Xavier.
Na edição de hoje, estarão concorrendo, pela Região Noroeste, 'Tarde demais', de Vinícius Franzen e Márcio Lima, com a banda Tripulante X; pela Região Humaitá-Ilhas, 'Morro samba vivo', de Pablo Meira Martins; Região Lomba do Pinheiro, 'Ilha da Jamaica', de Bruno Alves Trentin, interpretada pela banda Mano Velho; Região Norte, 'Lado errado', de Henrique de Souza, interpretada pela banda Beco 3-A; Região Centro, 'Quando os homens chegam', de Felipe Vargas, com a banda Viramundéu; Região Leste, 'Estradas longas', de Rodrigo Ávalos, com a banda Estação 77; Região Restinga, 'Ela era assim', de Marcelo de Aguiar Rodrigues, com a banda Tribunos; Região Partenon, 'Cumeeiras', de Antônio Gil Cândido Rolim, com a banda Virgulino Vírgula; Região Cristal, 'Pra variar', de Fernanda Fonseca dos Santos; 'Região Sul, 'Musicando sonhos', Adiles da Rocha e Vilson Seiva; Cruzeiro, 'Nunca deixei de te amar', de Tiago Silva; Região Eixo-Baltazar, 'Sexta-feira', de Maurício de Sousa; Região Nordeste, 'Os manos da Safira', de Fabiano Marques; Centro-Sul, 'Meu país', de Taína Távora Alfonsin Buchain; Glória, 'O que fazer', de Álvaro Neves; e Região Extremo-Sul, 'Acordar', de Samantha Lima Vieira e Josiel Silva.

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