Moradora de Rua recebe tratamento médico e assitêncial
O destino de uma antiga personagem das ruas do bairro Bom Fim está seguindo mais um capítulo. A moradora de rua conhecida como Cida, que sofre de problemas mentais, após diversas intervenções de moradores, comerciantes e representantes de entidades, foi acolhida num trabalho conjunto entre Fasc e o Centro Integral de Saúde Mental.
Há alguns meses houve uma tentativa frustrada de que a Cida recebesse atendimento especializado por parte da rede de saúde do município com o apoio da Fundação de Assistência Social e Comunitária (Fasc). Na ocasião, o vereador Isaac Ainhorn (PDT), motivado por solicitações da comunidade, pedia que a moradora de rua fosse amparada, em razão da sua triste situação. Ela ficava nua em frente aos prédios da Osvaldo Aranha e no Parque Farroupilha, atravessava a rua sem qualquer cuidado, apresentando riscos de acidentes e com freqüência colocava fogo em sacos de lixo junto as árvores do parque e do canteiro central da avenida.
Segundo o coordenador de serviço de atendimento social de rua, Alfredo Lameira, a intervenção teve um caráter de acolhimento. “A Fasc não trabalha com políticas de recolhimento e isolamento dos cidadãos socialmente excluídos. Quando chegamos nos moradores de rua, temos o objetivo de oferecer uma melhora de vida para ele”, disse Alfredo.
Encaminhada ao Hospital Espírita, Cida está submetida a tratamento psiquiátrico e está recebendo cuidados em relação a alimentação e higiene. De acordo com a Fasc e com o Centro de Saúde Mental, a Brigada Militar não precisou intervir para colocar Cida no veículo que a levou do local. O tratamento, que irá durar um mês, servirá para estabelecer um novo caminho para a moradora, que poderá inclusive ter uma carteira de identificação, um abrigo e ganhar benefícios de ordem previdenciária. A Fasc vem realizando um trabalho intensivo por toda a cidade no sentido de prestar solidariedade e buscar uma solução para a saúde mental e física do morador de rua. Entre os programas empreendidos, está o Serviço de Reativação da Atividade Produtiva, que estimula esses cidadãos a fazer cursos profissionalizantes e posteriormente inseri-los em encubadoras. “Todo esse trabalho parte das técnicas de convencimento que usamos quando estamos em contato com esses moradores”. Não adianta fazer dezenas de acolhimentos se não oferecermos perspectivas na sua vida já tão sofrida “, argumenta Alfredo.
Sobre o crescente número de moradores em torno do Parque Farroupilha e Hospital de Pronto Socorro, Alfredo lembra que muitas vezes o morador de rua se coloca junto ao hospital na esperança de que alguém se sensibilize e o encaminhe para atendimento médico. Em relação ao parque, existe a possibilidade de grandes espaços e abrigos para se proteger.
A Fasc orienta os moradores do Bom Fim no sentido de observar as atividades dos moradores de rua e contatar as autoridades competentes para o encaminhamento dos acolhimentos. “Pedimos que as pessoas não olhem esses moradores como se fossem mais um lixo, mas seres humanos que precisam de carinho e atenção”, apelou Alfredo.