Prefeitura teria sido alertada sobre saques
Três meses antes do furto de placas de bronze de monumentos do Parque da Redenção, em Porto Alegre, uma restauradora teria feito um alerta à prefeitura sobre o risco de depredação.
Autora de um projeto de recuperação do patrimônio da área, Alice Prati afirma ter proposto medidas de segurança que evitariam os saques da última semana.
Entre quinta e domingo, foram furtadas pelo menos 14 peças de bronze, vendidas para ferros-velhos por valores entre R$ 2 e R$ 3 o quilo.
Os saques mais recentes foram de uma cruz de bronze do monumento a João Wesley, fundador do Metodismo, no sábado à noite, e de uma placa de bronze do Monumento Israelita, recuperada no domingo.
Um jovem de 23 anos foi preso com a placa do Monumento Israelita.
Alice diz ter encaminhado à prefeitura um projeto de restauração que previa pelo menos duas medidas para prevenir os furtos: aplicar um material aderente às placas para prendê-las com maior firmeza, dificultando sua retirada com ferramentas como o pé-de-cabra, e construir gradis ao redor dos monumentos.
A proposta foi enviada à prefeitura em dezembro.
- Talvez não fosse possível impedir a retirada das placas, mas pelo menos poderíamos ter dificultado e desestimulado o trabalho dos ladrões - afirma Alice.
Contraponto
O que diz a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam):
Segundo a Smam, o projeto da restauradora Alice Prati não trata especificamente de medidas para prevenir furtos, mas de restauração e conservação de monumentos.
A proposta está em análise pela assessoria de planejamento da Smam.
Três propostas
Três projetos protocolados ontem na Câmara propõem o cercamento da Redenção, a proibição da circulação de pedestres após as 22h e o cercamento de todos os monumentos públicos da cidade que tenham placas de bronze ou de outros materiais de valor e de fácil comercialização por ladrões.
As propostas são do vereador Elias Vidal (PTB).