Abandono de gatos cresce na Redenção no fim de ano
Está chegando a época do ano que a Redenção, em Porto Alegre, vira depósito de gatos.
Aproximidade das viagens de férias faz famílias desistirem dos animais e largá-los no parque. O que elas não sabem é que um gato é morto por dia de forma violenta no parque. Protetores dos animais apelam para que não se abandonem mais animais.
Na quinta-feira, um caso de abandono flagrado por integrantes do Movimento Gatos da Redenção virou confusão. Um moça largou um caixa com quatro gatinhos perto da administração do parque. Depois de uma troca de tapas, xingamentos e até a presença da Brigada Militar, ela retornou e os recolheu.
- Falamos para ela e para o grupo que estava junto que abandono de animais é crime. Fomos atrás e só paramos quando ela recolheu os animais por conselho dos amigos - conta Taís Pereira, do movimento.
Ela diz que o caso não é isolado. A tendência é que esses casos fiquem mais freqüentes com o final de ano e verão. O movimento de Taís tenta cuidar dos animais, mas a Redenção está longe de ser um bom lar. Pelo menos um animal é morto por dia, por meios cruéis.
- Achamos eles enforcados nos galhos das árvores, atropelados ou envenenados. Também costumam matar os filhotes com pauladas na coluna - conta Taís.
O movimento tenta estimular a adoção de cães e gatos em vez de receber animais. Para os interessados, uma boa oportunidade será amanhã. Das 11h às 18h, uma feira de adoção funcionará na Rua Fernandes Vieira, 639. Para levar um bicho para casa, é necessário ter mais de 18 anos, carteira de identidade e passar por entrevista com os voluntários do movimento.