Monumento marca um século da imigração ao Estado
A partir do dia 18 de outubro de 2004, o Bom Fim se transformou. Entre palmeiras, Jacarandás, torres de igrejas e sinagogas, ergueu-se uma obra em homenagem aos 100 anos da Primeira Imigração Judaica organizada ao Estado. O monumento tem 5me20cm de altura, construído em quartzito rosa sobre uma base no formato da estrela de Davi, e está localizado no Largo José Faibes Lubianca, em frente ao Mercado Bom Fim, na avenida Osvaldo Aranha. Estiveram presentes na cerimônia o prefeito de Porto Alegre, João Verle, o deputado Flavio Koutzi (PT), representando a Assembléia do Estado, a vereadora Margarete Moraes (PT), presidente da Câmara Municipal, o vereador Isaac Ainhorn (PDT), o ministro Miguel Rosseto (PT), o ex-deputado Henrique Henkin, a presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRGS), Matilde Gus, além de líderes religiosos e comunitários ligados à comunidade judaica.
Um bom público compareceu à cerimônia, em um dia quente de primavera. O rabino Ruben Najmanovich abençoou a obra, no primeiro ato da festa de inauguração, realizada no dia 18 de outubro, à 11hs. “É uma tradição abençoarmos uma obra deste porte” salientou o rabino. O apresentador Túlio Milman comandou o ato. O prefeito João Verle ressaltou a determinação da comunidade para o RS “, discursou. A presidente da FIRGS saudou os valores da religião judaica, sua união e perseverança; e também ressaltou a importância da comunidade para todos:”essa obra significa muito do que estes imigrantes construíram no país, no estado e na cidade”, concluiu Matilde, fazendo um agradecimento especial ao presidente do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) que, junto a Firgs e a prefeitura, ergueram o monumento.
O ministro Miguel Rossetto lembrou o holocausto. “Nossa lembrança simboliza a tolerância, a possibilidade de construir uma convivência de paz e respeito, como esta construída aqui no Rio Grande do Sul”, declarou.
Simbolismo
O artista André Venzon, vencedor do concurso que venceu o concurso para a confecção da obra, buscou resgatar os valores da comunidade em seu trabalho. Como característica pessoal, incorporou a inclinação do monumento e o material utilizado.
“A cor do quartzito é característica minha, assim como a inclinação, que dá ao monumento um diferencial em relação à edificações próximas”, explica Venzon. A obra está instalada em cima de uma estrela de Davi, e suas formas foram inspiradas em parte da fachada do antigo Cinema Baltimore, onde foi localizado o primeiro Círculo Israelita. A frente do monumento está direcionada ao Monte Sion, tradicional marco nas rezas judaicas.