Obra destaca a imigração judaica
Para lembrar a chegada das primeiras famílias ao RS foi inaugurado ontem o monumento que homenageia os 100 anos da imigração judaica no Estado. Localizado em frente ao Mercado Público do Bom Fim, o monumento, criado pelo artista plástico André Venzon, tem 5,2 metros de altura e foi construído em quartzito rosa sobre uma base no formato da estrela de Davi. Os judeus chegaram ao Estado em 18 de outubro de 1904, no distrito de Phillipson, hoje região de Santa Maria.
Com o apoio da prefeitura, que cedeu a área para a instalação, e do Museu de Arte Ado Malagoli, a obra é uma iniciativa da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs). 'O monumento eterniza a colaboração dos judeus. Sintetiza um século de comovente história de integração e amor pelo Estado e pelo país', destacou a presidente da entidade, Matilde Gus. Segundo ela, é missão da comunidade lembrar valores esquecidos, como respeito e liberdade.
A obra retrata a fachada do prédio do antigo cinema Baltimore, na Osvaldo Aranha, que abrigou a primeira sede do Círculo Social Israelita, local de discussões culturais. 'Por meio da poética do cinema, apropriei-me de um elemento da fachada do prédio para reconstruí-lo. Espero que toda vez que alguém passe pelo monumento lembre o local de onde ele veio', explicou Venzon.
O monumento está inclinado para o Nordeste, na direção do Estado de Israel. A maior comunidade judaica do país está no RS, com 12 mil pessoas. O prefeito da Capital, João Verle, agradeceu a contribuição dada pelos imigrantes à cidade em aspectos como economia, cultura, religião e culinária. Representando a Presidência, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, enfatizou seu respeito à comunidade judaica e à sua história de trabalho. O ministro destacou a coragem e a determinação do povo israelita e a contribuição para um Estado tolerante, que respeita as diferenças. O monumento recebeu a bênção do rabino Rubem Najmanovich.