Monumentos atingidos pela ação de vândalos
Os pichadores estão danificando prédios públicos, comerciais e residenciais, monumentos e viadutos na Capital. Normalmente, agem durante as madrugadas e, em alguns casos, também aproveitam para danificar patrimônios alheios. Os efeitos da tinta spray podem ser observados nos monumentos construídos em homenagem a Bento Gonçalves, Imperatriz Leopoldina e aos Açorianos e em algumas das paradas de ônibus ao longo da III Perimetral.
Técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) projetam que seriam necessários R$ 1 milhão/ano para recuperar obras de arte danificadas ou depredadas. O titular da Smam, Dieter Wartchow, afirmou que é preciso o emprego de produtos específicos e até de especialistas para a execução da limpeza. Para atenuar os efeitos dos pichadores, a Smam lançará, em breve, o programa Adote um Monumento, cuja operacionalização está sendo negociada com a Ufrgs. A intenção é conquistar parceiros na iniciativa privada para a manutenção e a conservação de monumentos e viadutos. A estimativa é de que os danos atinjam 320 das 400 estátuas, bustos e obras de arte da Capital. No Parque Farroupilha, não bastassem as pichações que atingem inclusive o Monumento Expedicionário, há registro de roubo de parte ou da totalidade de esculturas e bustos. Entre as que sumiram está a obra que homenageava a Batalha dos Guararapes. Caso o cidadão surpreenda atos de vandalismo, o ideal é acionar a Brigada pelo telefone 190. Se for capturado em flagrante, o pichador responderá por crime contra a propriedade particular.