Ciclovia ainda pede respeito
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Três anos depois de sua criação, a ciclovia que interliga os parques de Porto Alegre continua sendo desrespeitada. Motoristas seguem utilizando as faixas exclusivas para bicicletas como local de estacionamento.
O chamado Caminho dos Parques, que aproveita trechos de ruas e avenidas da Capital, foi inaugurado em setembro de 2001 pelo então prefeito Tarso Genro. Faixas de rolamento foram pintadas junto ao meio-fio e instalaram-se placas informando a proibição do estacionamento no local como forma de garantir um corredor exclusivo para ciclistas nos domingos e feriados.
No primeiro feriado de funcionamento, 7 de setembro de 2001, Zero Hora verificou que os motoristas ignoraram a novidade. Só na Rua da República, por volta do meio-dia, havia 83 veículos interrompendo a passagem das bicicletas. Três anos depois, a situação ainda é insatisfatória.
Cristiano Hickel, um dos organizadores do Movimento Bicicletada, diz que a ciclofaixa é um exemplo de como não se leva a sério o transporte por bicicleta na Capital. Além dos veículos estacionados, ele se queixa das mesas instaladas por bares na ciclovia, no trecho da Avenida Goethe em que a via passa sobre a calçada. Outro problema, envolvendo a segurança do ciclista, seriam os pontos em que a faixa exclusiva funciona na contramão da via.
- A ciclovia existe, mas na prática não funciona. É um desestímulo ao uso da bicicleta, que significa um veículo a menos na rua. É preciso um planejamento cicloviário para a cidade - observa Hickel.
Na manhã de sábado, como fazem uma vez por mês, integrantes do Movimento Bicicletada reuniram-se no Parque Farroupilha para divulgar normas de segurança para os ciclistas.