Comércio - Proibida venda irregular na Redenção A prefeitura da Capital proibiu ontem que aproximadamente 60 artesãos sem alvará vendessem mercadorias dentro do Parque da Redenção.
A fiscalização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) argumentou que o local é um espaço público de lazer e já tem área de comércio legalizada.
Os artesãos irregulares ocupavam uma faixa lateral do Parque da Redenção, nas imediações do Mercado do Bom Fim e em frente à Avenida Osvaldo Aranha.
No dia 2, eles receberam a notificação de que deveriam "imediatamente encerrar atividades".
Motivo: "Comércio ambulante funcionando sem alvará".
Ontem, eles tentaram se instalar no parque, mas foram impedidos pela fiscalização.
- Queremos trabalhar, mas não deixam.
Não atrapalhamos, não danificamos as árvores, não sujamos e somos bem recebidos por todos - disse Rodinei Tailor, 48 anos, representante do grupo.
O administrador da Redenção, Clóvis Breda, esclareceu que o parque era destinado ao lazer de todos e não poderia ser usado para exploração de comércio.
Lembrou que o parque já abriga o Brique da Redenção, com 300 expositores cadastrados, mais as feiras de sábado.
- Não dá para abrir mais um espaço no parque para uso comercial. Montar mais uma feira é inaceitável. Haveria uma sobrecarga - disse o administrador.
Breda também justificou que os artesãos sem alvará estavam utilizando os bancos reservados aos freqüentadores do parque.
Completou que o Conselho de Usuários da Redenção votou pela retirada dos comerciantes irregulares, para não comprometer as áreas de recreação.
A manifestação dos artesãos sem alvará foi pacífica, sem incidentes.
O que diz Adeli Sell, secretário Municipal de Produção Indústria e Comércio (SMIC):
"A legislação proíbe o comércio dentro de parques e praças. Eles foram avisados e notificados.
Eu recebi os artesãos, mesmo sem agenda marcada e conversamos.
A maioria já está cadastrada na Feira da Usina do Gasômetro, que é legal.
Na Redenção, já existe o brique, que tem tradição e regimento.
É impossível que se pense em mais uma feira no local.
Tenho de obedecer a legislação.
Não mudarei de posição, mas continuarei aberto ao diálogo e buscando outras alternativas."