Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa


Caingangues aguardam cestas do Fome Zero

Matéria e foto publicadas no Correio do Povo de 29 de dezembro de 2003, página 06.

Caingangues Os caingangues da comunidade indígena da Lomba do Pinheiro mantém esperanças por dias melhores em 2004. A expectativa é de que as cestas básicas oriundas do Fome Zero da Capital cheguem a tempo de garantir a ceia da virada do ano. "Prometeram que os alimentos chegariam antes do Natal, mas não vieram", comentou um dos líderes, Eli Fidélis, acrescentando que as famílias estão abertas ao recebimento de doações de alimentos não-perecíveis, roupas, calçados, medicamentos e lonas plásticas. Não bastasse a rotineira escassez de recursos, os caingangues da Lomba do Pinheiro também enfrentam dificuldades para comercializar o artesanato.
Ontem, no Brique da Redenção, os caingangues artesãos contabilizavam a queda de 50% nas vendas. "No verão o pessoal segue para o litoral e poucos dos que permanecem na cidade se interessam pela compra de bijuterias, cestarias e fontes artesanais", comentou Fidélis.
Devido às vendas baixas e ao elevado estoque, os caingangues decidiram migrar para a orla temporariamente. O primeiro grupo segue hoje para o Litoral Norte. Um ficará em Tramandaí e outro em Capão da Canoa. "Temos que vender para pagar o aluguel e a alimentação e ainda trazer um lucro para a comunidade", assinalou. Os índios que ficarem na Capital deverão manter o funcionamento dos pontos de venda na Praça da Alfândega e do Brique da Redenção. Há ainda uma loja no Mercado Bom Fim. A intenção, conforme Fidélis, é incrementar o espaço em convênio com uma ONG.



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