Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa


Espaço do Leitor - Resposta   

Matéria publicada no Fala Bom Fim, Número 17, de Dezembro de 2002, página 4.

Gostaria de cumprimentar o jornal pela preocupação sistemática que tem com os acontecimentos do bairro, contribuindo asim para a qualificação geral do meio em que vivemos. Em seguida passo a fazer alguns comentários a respeito do Parque Farroupilha em seu contexto geral e especificamente sobre a matéria produzida a partir das informações do Sr. Jader Farias, publicada na edição 15, que teceu comentários positivos e negativos a respeito do parque.
Aplicar regras de forma unilateral, numa das mais antigas áreas verdes da cidade de Porto Alegre, com grande valor histórico e cultural e permeada pelo antagonismo dos segmentos que a freqüentam, torna-se uma tarefa extremamente complicada. Buscamos então a formação de bases consensuais mínimas para uma melhor convivência, representadas hoje nas discussões realizadas nas reuniões do Conselho de Usuários do Parque Farroupilha, sempre na segunda quinta-feita de cada mês, às 17 horas, no Orquidário do Parque, aberta a todos os cidadãos, onde são definidos projetos futuros construídos de forma democrática pela posição majoritária dos usuários.
O Parque Farroupilha é uma maravilha para a cidade. Pulmão verde, ponto de encontro, quintal, jardim cada um tem seu adjetivo. Apresenta problemas? É lógico que sim. A capacidade de manutenção e recuperação do espaço é limitada. Aliada com o intenso uso (pontualmente mau uso), faz com que sempre existam problemas a serem enfrentados, até porque nada é tão bom que não possa ser melhorado. Não podemos, entretanto, aceitar o adjetivo de "abandonado" para o parque.
Os pavimentos do entorno do espelho d'água estão desgastados pelos sucessivos anos de uso; os banheiros são subdimensionados, mal distribuídos e desgastados; muitos dos 38 monumentos estão parcialmente destruídos ou atacados pelo tempo e vandalismo. É fácil, porém verificar que os gramados sempre são aparados, flores são plantadas, o lixo é permanentemente recolhido, os lagos e chafarizes recebem manutenção (pintura, troca d'água, limpeza), a iluminação funciona, vários monumentos foram recuperados (Expedicionário, Alberto Bins, Gaúcho Oriental, Brochado da Rocha e outros), lixeiras e bancos novos foram instalados, e os antigos conservados, recantos temáticos mantidos e muito mais. Só não vê quem não quer.
Nossos funcionários são dedicados. Trabalham de domingo a domingo. Quando a maior parte das pessoas usufrui o parque para seu lazer, lá estão eles catando lixo (camisinhas usadas, pepel higiênico usado, restos de comida, fraldas ou apenas embalagens de água, refrigerantes e picolés). Também, atuam orientando os usuários sobre os serviços existentes, fiscalizando para que não ocorra destruição do patrimônio natural e construído, impedindo que haja proliferação descontrolada de comércio ou outras atividades econômicas que desqualificam o parque enquanto área de descanso e lazer.
Aceitamos de peito aberto as críticas de todos, mas buscamos também o reconhecimento dos esforços do poder público para manter o parque mais lembrado por metade da população de Porto Alegre (Top of Mind 2001 e 2002).
Atenciosamente,
Eng. Agr. Clovis Roberto Breda
Administrador do Parque Farroupilha




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