Diga não à cerca na Redenção: segurança para os jovens
Vereador em Destaque
Divulgação CMPA
A Câmara de Porto Alegre pôs em pauta, mais uma vez, um projeto de lei prevendo o cercamento do parque Farroupilha, espaço pensado nos anos 30 pelo urbanista francês Alfredo Agache para ser público e garantir a livre circulação de quem faz a pé o roteiro entre João Pessoa e Osvaldo Aranha.
Desde sempre integrada com a comunidade, a Redenção firmou o costume porto-alegrense de ir ao Brique de domingo, criado em 78, e de livrar as pessoas das grades que foram crescendo nos últimos anos.
A cada fim de semana, 30 mil pessoas freqüentam o parque ao longo do dia, acessando por qualqueer ponto os 40 hectares tombados pelo Patrimônio Histórico Municipal.
Na redenção, os porto-alegrenses circulam seguros e, à noite, grande parte da cidade dorme, junto com o parque.
Isolar o coração verde da cidade com uma estrutura de ferro é limitar essa liberdade.
Difícil imaginar uma cerca separando o Brique do Monumento do Expedicionário, limitando o acesso a alguns portões e dando a impressao de que pouco adiantou ter saído de casa.
Defensores dessa proposta levantam a bandeira da luta contra a violência mirando no alvo errado.
Investir R$ 2 milhões só para instalar o cercado - sem contar os gastos com a manutenção e o efetivo de pessoal que cuidaria da estrutura - é desviar do foco que merece atenção.
Porto Alegre sabe que criminalidade, prostituição e uso de drogas não são problemas que se resolvem com grade.
Há, ainda, quem fale em patrocínio para se comprar a cerca - um primeiro passo para privatizar um espaço que nos enche de orgulho por ser público.
Reflita, conclua pela liberdade e diga não ao cercamento da Redenção, o melhor exemplo do tiro que sai pela culatra.
Vereador Carlos Pestana, vice-lider do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre