Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa


Espaço do Leitor - Praça da Redenção

Matéria e foto publicados no Fala Bom Fim, Nº 27, de outubro/2003, Página 04

Praça da Redenção A 19 de setembro, véspera da Data Farroupilha, antevéspera do Dia da Árvore e a três dias da Primavera, a Redenção completou 68 anos. O antigo Campo da Várzea sediou a Exposição do Centenário Farroupilha, em 1935, e o Congresso Eucarístico, em 1948. Para festejar o aniversário, além do gigantesco bolo de 68 metros, às árvores se revestem de flores colorindo o parque. Os Ipês, as corticeiras da serra, as caliandras, com suas plumas rosadas e um solitário espinilho de flores amarelas, esparzindo cheiro de querência. Virão as flores rocas dos jacarandás, a chuva de ouro das cássias e tipas, formando um tapete de pétalas estendido pelas alamedas. E tudo isso acalentado pelo canto dos sabiás, pelo alarido das caturras e, às vezes, de um peregrino bando de papagaios gaudérios. Além das flores, belas e aromáticas, há mulheres lindas e perfumadas, que desnudam a pele para um sol que aquece e doira para os nossos olhos que se encantam e deslumbram. Loiras e morenas, competindo com as flores em perfume e beleza. Ainda há grupos de “amigos do coração,” “amigos do sol”, “amigos do chimarrão”, “Associação dos Amigos dos Gatos da Redenção” e os casais de japoneses que jogam o “gueto-bol”.
Não faltam tipos folclóricos: um que corre apitando, não com apito, mas com a própria boca. Um sósia do Tarso, que sempre está correndo, num trotezito chasqueiro que a gente já conhece só pelo barulho dos cascos, digo, dos pés. Outro é sósia do Luiz Coronel, fala alto e caminha todo “compadrón”, como um verdadeiro “coronel”. Ainda há um que imita o Euclides Fagundes Filho: veste um abrigo vermelhão do Inter e ainda escreveu nas costas “Bagre”. Os freqüentadores já se conhecem e se cumprimentam, mesmo sem serem apresentados. Assim é a Redenção e após a caminhada diária, voltamos para casa guardando indelevelmente aquelas imagens, ansiosos por revê-las no dia seguinte. Jayme Lewgoy Lubianca, que cortou o bolo de aniversário, pode compor outra música, além de “Porto dos Casais”: “Praça dos Namorados”.
Luiz Alberto Ibarra – Agrônomo e jornalista



Voltar p/O parque na Imprensa Voltar p/Página Inicial Fechar Janela