Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa


Túnel do Tempo - Um parque fundamental

Matéria e foto publicadas em Zero Hora, dia 27/09/2003, página 38, no Almanaque Gaúcho, de Olyr Zavaschi.

Um parque fundamental

A história do Parque Farroupilha começa com a doação, feita pelo governador da Capitania do Rio Grande, em 1807, de uma área, então denominada Várzea do Portão.
O governador Paulo José da Silva Gama, chefe de Esquadra, sensibilizado com um pedido da Câmara de Porto Alegre, concedeu-lhe aquele terreno alagadiço para logradouro público e conservação do gado trazido para o abastecimento local.
Nenhuma outra utilidade poderia ser dada à área sem licença expressa do rei.
Medidos os terrenos doados, ficou estabelecido que eles abrangiam desde a atual Praça Argentina, ao Norte, até a "divisa e valo da chácara do tenente Manoel José de Leão", que seguia o alinhamento que é hoje o da Avenida Venâncio Aires, no Sul.
Logo começaram as tentativas de dar destino diverso à área. Uma delas chegou ao imperador dom Pedro I, em 1826, que impediu que o parque fosse desmembrado.
Durante a Guerra dos Farrapos, o local foi ocupado pelas tropas rebeldes que mantiveram a cidade sob cerco em três diferentes oportunidades. Terminados os assédios e a guerra, a Várzea recebeu o nome de Campo do Bom Fim, mas não teve os cuidados que exigia. Com o crescimento da cidade, crescia também o risco de ocupação irregular. Em 1884, para lembrar o movimento popular de libertação dos escravos, o local passou a ser chamado oficialmente de Campo da Redenção.
A primeira decisão de sacrificar a integridade do parque, que de resto já abrigava a Escola Militar, ocorreu no governo do intendente José Montaury. Ele decidiu vender os terrenos que ficavam no alinhamento dessa escola para, com a verba obtida, custear a reforma da Redenção. A partir daí, já não se respeitou a intenção original da doação: foram retiradas do parque as áreas onde hoje estão os prédios do campus velho da UFRGS e o do Instituto de Educação Flores da Cunha. Em 1960, no último dos cortes, o auditório Araújo Viana foi instalado no parque.
Fonte: Porto Alegre - Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco, Editora da Universidade


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