Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa


Cães geram guerra nas cidades
Fezes revoltam moradores

Matéria e Fotos publicadas na Zero Hora de 18 de agosto de 2003, Pag. 25.

Cata-cacaca

RODRIGO CAVALHEIRO O conflito entre donos de cães e moradores inconformados com a sujeira deixada por animais em locais públicos teve mais um capítulo ontem.
Em meio ao clima tenso causado por envenenamentos e maus-tratos aos animais nos últimos dias, o prefeito da Capital, João Verle, lançou a campanha Cata-Cacaca no Parque Farroupilha como uma tentativa de trégua.
Os donos de cães apostam que a manutenção de ruas e parques livres das fezes evitará atentados como o que intoxicou e matou 10 cães no bairro Auxiliadora no último mês. Em uma carreata até o parque, eles pediram punição para os matadores e defenderam a limpeza como forma de estancar a briga.
Cata-cacaca
- O cocô na rua nos expõe a um risco maior de ser alvo de quem promove o envenenamento. A morte destes cães reflete um conflito - diz a organizadora da confraria dos cachorreiros do Parcão, Marione Pinheiro.
Embora relatos de calçados "carimbados" sejam comuns em qualquer parte da cidade, é nos parques que o problema vira polêmica. A transmissão de doenças nas caixas de areia é um tormento para os pais, que reclamam do livre acesso dos bichos aos brinquedos.
- Odeio cachorro e gato. Minhas filhas têm medo. Cata-cacaca
Além de ser perigoso, estamos pisando em estrume - diz a comerciante Maria Teresinha Strasburg, 43 anos.
Um cachorródromo, para manter os cachorros isolados da população, é lembrado como alternativa para facilitar a fiscalização da coleta das fezes. Nos parques Moinhos de Vento e Farroupilha, áreas foram informalmente estabelecidas pelos donos de cães, mas os desentendimentos persistem.
Para Taís van Ondheusden, diretora da Associação de Proprietários de Pequenos Animais, o hábito levará, a médio e longo prazo, a uma convivência pacífica. A prefeitura dispõe de campanhas, distribuição de sacolas e multa a quem ignorar o cocô de seu cão.
- Nossa intenção é educar, pois precisamos de uma mudança cultural - promete o assessor de meio ambiente do gabinete da prefeitura, Rosalino Mello.
Cata-cacaca ( rodrigo.cavalheiro@zerohora.com.br )


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