Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa


Um mar de sujeira

Crônica de Paulo Santana publicada na Zero Hora de 16 de agosto de 2003, Pag. 39.

O fato está assumindo proporções incontroláveis: a sujeira generalizada que toma conta do Parque Farroupilha e do Parcão, assim como dos outros parques e praças da cidade, pelos excrementos dos cães que são levados a passeio pelos seus donos.
É sujeira de cães por todos os lados, em todos os trajetos que levam aos parques, as calçadas tomadas pelos excrementos dos cães.
Nos fins de semana se agrava ainda mais a situação, é de mais de 90% o número de donos de cães que não carregam pás e sacos plásticos para recolher a sujeira de seus animais.

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Além da sujeira generalizada que toma conta das calçadas das ruas adjacentes aos parques, esses dejetos podem causar dezenas de doenças.
Vai daí que a grita contra os donos de cães que teimam em sujar a cidade, indiferentes à higiene e à saúde pública, aumenta vertiginosamente.
Eu mesmo tenho aqui em meu poder inúmeros e-mails pedindo providências contra o lodaçal de excrementos caninos que vai tomando conta da cidade.
Alguns até, para minha surpresa, defendendo o contra-ataque da população atingida pela sujeira, pelo envenenamento dos cães, o que é um despropósito e um barbarismo.

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É evidente: se já chegou ao ponto da ocorrência de envenenamento de vários cães em nossa cidade, há que a prefeitura intervenha imediatamente para conter esta calamidade.
Há lei, sancionada pelo prefeito Tarso Genro, em dezembro de 2001, que obriga os donos de cães a recolherem os resíduos fecais de seus animais, sob pena de multa pesada.
Não sei se tal lei foi regulamentada, se não foi que o seja imediatamente e que sejam detidos e multados os donos de cães que estão sujando vergonhosamente a cidade.
É preciso agir com energia.

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Mas é preciso também que haja uma conscientização da população no sentido de que não é lícito socialmente sair para as ruas com cães sem os cuidados para evitar a sujeira.
São tantos os ônus das pessoas com tratamento de saúde, alimentação e higienização dos animais, tudo que possa atingir os cães e os próprios donos, mas esquecem estes que também é seu dever não prejudicar os outros e a coletividade, tomando para si o encargo de não deixar que se suje generalizadamente a cidade.
A prefeitura podia começar por uma campanha de conscientização nos parques. Mas depois terá de partir para a punição dos faltosos.
O que se vê atualmente é uma omissão dupla: revoltante dos donos dos cães e deplorável por parte do poder público.
psantana.colunistas@zerohora.com.br


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