Gatos livram Redenção de ratosNo Parque da Redenção, um lugar em que animais rejeitados costumam ser abandonados, estima-se que viva uma centena de gatos. Eles são tratados
por cerca de dez moradores das redondezas, integrantes do Movimento Gatos da Redenção, criado em outubro passado para cuidar da alimentação
e da saúde dos felinos, a fim de que permaneçam no local. Gatos, como se sabe, também transmitem doenças parasitárias e infecciosas aos humanos.
O diretor administrativo do parque, Clóvis Breda, diz ter consciência disso, mas argumenta que "fezes de moradores de rua
levadas para a água por enxurradas ou a prostituição masculina oferecem riscos mais sérios à saúde humana". Para ele, a inexistência de ratos
no parque é a melhor razão para que os gatos ali continuem.
O controle sanitário dos bichanos, com a aplicação de vacinas e vermífugos, são providências das quais também se encarregam os integrantes do
Movimento Gatos da Redenção. "Uma de nossas maiores preocupações é a identificação das áreas de permanência e controlar o número de animais de cada uma delas",
disse Silvana Morandi, membro do grupo. Segundo relatou, é feito um cadastro de cada felino. Todos são identificados com o uso de uma coleira,
por tatuagem ou corte na orelha. Mutirões de castração, com o auxílio de voluntários, para evitar a proliferação excessiva de gatos, é outra providência adotada.
O grupo organiza igualmente feiras para promover a adoção dos bichanos, bem como distribui folhetos com instruções sobre como tratá-los. "Decidimos não ampliar
a quantidade de gatos que vivem no Parque da Redenção a fim de que os que já estão no local sejam melhor cuidados", explicou Silvana.
O administrador Clóvis Breda disse que a areia das praças infantis é monitorada pelo Instituto de Biociências da Ufrgs e trocada sempre que
necessário. "Buscamos sempre informações sobre como proceder e estamos abertos ao diálogo. Se necessária a remoção dos gatos, isso será feito", afirmou.