Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa

Uma histórica e muitos nomes

Notícia e foto publicadas na Revista de Bordo do Seletivo Lotação - Ano 2 - Número 6 - junho/2001 - Página 27

Surgido a partir de uma área localizada nos arrabaldes da antiga cidade, o Parque Farroupilha passou, aos poucos, a ser cada vez mais envolvido pelo crescimento urbano. Redenção Patrimônio
Nessa trajetória, testemunhou as mais diversas manifestações populares, políticas e culturais. Recebeu inúmeros nomes, que ajudam a entender como ele se tornou um dos mais importantes parques urbanos do país.
Originalmente o local foi doado a cidade, em 24 de outubro de 1807, pelo governador Paulo José da Silva Gama, para fins de conservação de gados que eram abatidos nos açougues da capital. Uma cláusula do contrato estabelecia que a área não poderia ser alienada sem expressa autorização de Sua Alteza Real, Dom João VI. Esta cláusula foi o que salvou o atual Parque Farroupilha, impedido por Dom Pedro I de ser loteado e vendido em 1826, por estar destinado a local para exercícios militares.
Inicialmente chamado de Potreiro da Várzea ou ainda Campos da Várzea do Portão, passou a denominar-se Campos do Bom Fim face a proximidade da Igreja Nossa Senhora do Bom Fim (1867) e das festas que ali se realizavam.
Em 9 de setembro de 1884 a Câmara propõe a denominação de Campos de Redenção, em homenagem à libertação dos escravos do Terceiro Distrito da Capital, registrando a significativa vitória da luta abolicionista local, que resultou na redenção de centenas de escravos um ano antes da libertação do sexagenários, e quatro antes da libertação geral no país. Este nome permanece na memória dos porto-alegrenses até os dias de hoje.
Em 1935 houve a instalação Comemorativa do Centenário da Revolução Farroupilha, utilizando a área do Parque. Tal acontecimento foi fundamental para a implantação do Parque Farroupilha, pois através de um evento transitório, efetivou-se a ocupação global do espaço. No dia 19 de setembro de 1935, o Campo da Redenção recebeu a denominação de Parque Farroupiha através do Decreto-Municipal 307/35.
A exposição que durou meses com a presença efetiva de inúmeros visitantes, inclusive de outros países, só teve seus prédios, construídos em estuque, desmontados a partir de 1939, quando também foi construído o estádio Ramiro Souto. Permaneceu o pavilhão Pará que sediou a Divisão de Parques e Jardins até ser destruído pelo fogo em 1970, juntamente com todo o arquivo e memória deste serviço municipal. O local onde hoje funciona o Instituto de Educação, serviu, na época, para abrigar o Pavilhão Cultural da Exposição.
Em 1997, foi efetuado o tombamento do Parque como Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre. Dos 69 hectares doados pelo Governador Paulo José da Silva Gama permanecem 40,01 como área de Parque. Com 400 mil visitantes por mês, principalmente aos finais de semana, este espaço público é um dos principais pontos turísticos da capital e cativa os seus freqüentadores pelas belezas que a natureza oferece.




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