Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa

Felizes os que possuem a Redenção

Notícia e foto publicadas na Revista de Bordo do Seletivo Lotação - Ano 2 - Número 6 - junho/2001 - Página 24

Tido como o privilegiado quintal da casa, não só dos moradores do bairro Santana, mas de toda a população da cidade, o Parque Farroupilha recebe quase meio milhão de visitantes a cada mês.
Vista do parque
Agraciado como o parque mais presente na memória dos porto-alegrenses, através da última e já tradicional pesquisa Top of Mind feita pela revista Amanhã, o Parque Farroupilha, ou simplesmente a Redenção, é patrimônio histórico e cultural da capital dos gaúchos. Tombado em 1997, os 40,1 hectares do parque são, sem sombra de dúvida, um dos principais pontos turísticos da capital. Em qualquer um dos sete dias da semana é possivel usufruir dos escelentes serviços oferecidos pelo local, incluindo 12 recantos de interesse, 38 monumentos, programas de educação ambiental, 92 pontos de comércio ambulante e, aproximadamente, 8.500 árvores das mais variadas espécies.
Dentre os monumentos destacam-se a Fonte Francesa, o Menino Nú, o Gaúcho Oriental, o da Colônia Hebraica e o da Sírio-Libanesa, o Alberto Bins, o Paulo Gama e o, maior e mais vistoso deles, Monumento ao Expedicionário. Fonte Luminosa
Dos chamados recantos de interesse, é possível deliciar corpo e alma com o Orquidário, o Mini-zôo, o Alpino, o Oriental, o Europeu, o Solar, o Roseiral, a Fonte Luminosa, a Ilhota, o Auditório Araujo Vianna e o Espelho D'agua, o qual, em tempos idos, foi uma piscina para provas de natação.
Dos serviços, pode-se desfrutar de um mini-parque de diversões, passeios de trenzinho e de pedalinhos, do Mercado Bom Fim (com lojas de conveniências e lancherias), dois postos da Brigada Militar, Feira Ecológica (aos sábados pela manhã), Brique da Redenção (todos os domingos), Parque e Estádio Ramiro Souto (com quadras e equipamentos de esportes), posto de informações e administração. Conforme o administrador do parque, o engenheiro agrônomo Clovis Roberto Breda, será inaugurada, dentro dos próximos 60 dias, uma cafeteria.
Com custo de manutenção que, segundo Breda, gira em torno de 100 a 150 mil reais por mês, o Parque conta com recursos advindos do orçamento geral da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e do Fundo Municipal do Meio Ambiente. Para melhorar ainda mais os serviços prestados pelos 37 funcionários da Redenção, Breda diz que, baseado na experiência do Orçamento Participativo da capital e, como ocorre no Central Park, em Nova Iorque (onde o parque é mantido apenas por doações e serviço voluntário) está em fase inicial a formação de um Conselho Consultivo de Usuários do Parque Farroupilha. "São reuniões abertas onde a comunidade indica os caminhos para a melhoria do parque", explica.
De acordo com o administrador, já existe uma executiva de cinco pessoas eleitas, com mandato de seis meses de atuação. Segundo ele, a proposta é de que, no futuro, a comunidade não só aponte como também ajude a resolver os problemas do Parque, através do trabalho voluntário, dentre outras inciativas. "Em qualquer administração centralizxada corre-se o sério risco de se acostumar os olhos com os problemas. Afora isso, quando as pessoas se apropriam do espaço (neste caso, o Parque) conhecendo e vivenciado de perto as questões relacionas ao lugar, passa a gostar e, especialmente, a respeitá-lo mais", ensina.
Olmedo
Muitas são as pessoas, ilustres ou desconhecidas, que freqüentam assiduamente o Parque Farroupilha. Dentre elas, está a radialista, produtora cultural e apresentadora de TV, Katia Suman (não por acaso, a nosso personalidade do mês - leia matéria nesta edição). Moradora do bairro Santana, Katia diz que desde muito cedo, o Parque vem sendo o quintal da sua casa, ou melhor, apartamento. "A Redenção é fantástica. Eu dei meus primeiros passos aqui e sigo fazendo caminhadas sistemáticas até hoje no Parque", revela.
Após ter passado 30 anos trafegando peloas ares, o aviador aposentado pela Força Aérea Brasileira, Manoel Olmedo, parece agora ter os pés bem posicionados em terra firme, mais específicamente, no Parque Farroupilha. Com 61 anos de idade e há mais de 25 freqüentando o Parque, Olmedo admite:"Eu venho aqui por que preciso. Eu necessito de ar livre, sol e, especialmente, gente". O aposentado diz que a vida fica muito mais fácil vivendo a redenção. "Aqui no parque se aprende muito com os outros. É uma grande festa. A gente toma chimarrão, brinca, conhece pessoas. É um salada de informações. Eu me sinto em casa", resume.




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