Parque Farroupilha (Redenção)

O parque na Imprensa

Parque da Redenção pode ter cachorródromo

Notícia e foto publicadas na Zero Hora, de 12/06/2001, página 50

Donos de cães criam projeto de confinamento dos animais.

A corrida diária de Brutus e Eliana pelas vielas do Parque Farroupilha estará com os dias contados caso se efetive a construção de um "cachorródromo" na Redenção.
A cerca idealizada para confinar cães sem coleira já tem até um espaço definido e levantamento de preços, mas depende de aprovação dos órgãos da prefeitura à proposta elaborada por proprietários de cães.


Cuidado Pelo projeto, o pequinês Brutus e a médica Eliana Duarte, 29 anos, teriam de se manter numa área delimitada em 50 metros de diâmetro, entre o Recanto Europeu e a Rua José Bonifácio, onde funciona o Brique da Redenção.
- Acho ridículo! Cada pessoa é responsável pelo seu cão. Nunca tive problema com o meu, apesar de ele ser meio metido - conta Eliana.
No sábado, um comissão de proprietários de cães discutiu na administração do parque detalhes do funcionamento do canódromo, como também foi chamado o espaço limitado para os aminais.
- A obra custaria entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, de acordo com as idéias apresentadas até agora - esclarece o administrador da Redenção, Clóvis Breda.
As modificações cogitadas para a Redenção precisam ser aprovadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural (Comphac) e do Conselho de Usuários do Parque, mas já suscitam alguns aplausos dos freqüentadores. Um abaixo-assinado reúne mais de 800 simpatizantes.
- É uma iniciativa boa se houver no cachorródromo uma divisão para separar os cães ferozes - avalia Adriane Demichei, 31 anos, preocupada com a integridade de sua cadela, a poodle Bit.
Adriane passeia com a cadela sem a guia no interior do parque por considerá-la dócil, embora a legislação recomende o contrário.
- A maioria não obedece à lei. Acho que esse cachorródromo não vai ser obedecido, mas vale tentar - atesta Ieda Duarte, vendedora de guloseimas há 22 anos na Redenção.

Vendedora do parque já viu várias brigas entre cães

Em mais de duas décadas trabalhando no parque, Ieda já viu muitos cachorros se engalfinhando e, mais raramente, até avançando nos pedestres. Certa vez foi agredida pela proprietária de um cão depois de reclamar que o animal estava sem coleira.
- As pessoas brigam demais por causa dos cães. A mulher chegou a dizer que o cachorro era mais asseado do que eu, que tomava banho e limpava as patas antes de entrar em casa - lembra.
O cachorródromo afastaria o perigo de ataque por cães, mas não coibiria o risco de contaminação que preocupa as mães nas praças infantis.
- Se diminuir o risco de uma cachorro desses pegar minhas crianças já será muito bom - espera Magda Vieira Brum, 38 anos.

Como será Como o parque espera administrar o espaço:

* Não haverá funcionários fiscalizando o local, tratado como uma praça infantil. Isso inclui somente uma limpeza pela manhã, ficando a conservação sob a responsabilidade dos freqüentadores.

* Será coibido o trânsito sem coleira fora do cachorródromo. A fiscalização já será acentuada.

* A orientação dos funcionários é solicitar a colocação da guia. Caso haja negativa, é aplicada multa de 50 UFMs (Unidade Financeira Municipal), cerca de R$ 58,50. Caso haja reincidência, o valor é dobrado.





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